Projeto forma atletas em Ribeirão Claro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de abril de 2013
Vinícius Fonseca<br>Redação Local 
Ribeirão Claro - Formar cidadãos por meio do esporte e quem sabe atletas profissionais que possam representar bem o nome do município em competições estaduais e nacionais. Esses são os objetivos da Associação dos Corredores de Ribeirão Claro (Ascor).
Criada em 2000, a entidade teve sua atividade interrompida após oito anos de existência, mas em 2011 passou por uma reformulação e retornou a atividade. ''Até 2008, a Ascor tinha oito membros. Há dois anos demos início a um novo trabalho visando atrair crianças ao esporte'', explica, Rodrigo Jorge da Silva, atual presidente da instituição.
Com 34 anos, o maratonista revela que atualmente a associação atende cerca de 60 crianças com idades entre 6 e 14 anos, 15 jovens de 15 a 20 anos e 15 adultos de 20 a 40 anos, perfazendo um total de 90 atletas entre profissionais e amadores. ''A ideia principal é possibilitar que as crianças tenham acesso ao atletismo e o esporte seja uma ferramenta na formação do cidadão. É claro que com o projeto cada vez maior temos mais chances de encontrar atletas em potencial'', detalha.
O presidente da Ascor defende que o atletismo é um dos melhores esportes para fomentar a prática de exercícios entre os jovens, uma vez que só se faz necessário um par de tênis para começar a prática.
Silva destaca que o trabalho que está sendo realizado começa a dar resultados. Até o momento, a associação participou de oito provas, dentro e fora do Paraná. Na prova 15 de fevereiro, realizada no dia 23 de fevereiro deste ano em Cornélio Procópio, atletas da Ascor se destacaram sobretudo nas provas da Quinzinha, competição paralela a corrida adulta voltada para o público infantil. ''Na prova de 10 a 12 anos e de 13 a 15, conseguimos as cinco primeiras posições tanto no masculino quanto no feminino. Estamos competindo e nos destacando'', ressalta.
Para as viagens, a Ascor conta com o apoio de alguns empresários locais e da Prefeitura Municipal, que cede o transporte.
Apesar dos resultados positivos, ainda há muito o que melhorar. Por falta de uma pista adequada para a prática do atletismo, os treinos são feitos em um fundo de vale, segundo Silva. Também os atletas têm participado de provas de rua. ''Visamos mais provas de rua, por falta da pista, já que o treino muda um pouco. A expectativa é que possamos ter uma pista profissional aqui e assim promover campeonatos regionais não só de corrida, mas de outras modalidades'', projeta.
Enquanto esse sonho não se realiza, os atletas treinam de segunda a sexta-feira, das 18h às 20h a beira do lago no Parque Ecológico Salomão Sogaiar e, segundo o presidente, o espaço é aberto para que todos os interessados possam participar.
Serviço
Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo (43) 8809-4399, com Rodrigo Jorge da Silva


