O projeto da ‘‘Reforma Agrária Cabocla’’ é pioneiro no Brasil e foi escolhido em julho de 1998 como uma das 40 melhores experiências mundiais pelo ‘‘Programa de Melhores Práticas’’ do Habitat (Centro das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos) realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A meta do projeto é integrar trabalhadores rurais temporários, prefeituras e proprietários rurais para realizar uma reforma de produção agrária.
De acordo com o projeto, a prefeitura faz um contrato de formação de café por cinco anos com o proprietário rural. Esta área é repassada em forma de lotes para as famílias selecionadas, responsáveis pelo cultivo e manutenção da área.
Durante os três primeiros anos as famílias recebem uma porcentagem da produção que oscila de 50% no primeiro ano até 60% nos demais anos previstos no contrato. A prefeitura recebe 50% no primeiro ano de produção, período equivalente ao terceiro ano de projeto, e 40% nos demais anos de produção e os proprietários rurais recebem 10% do valor total da produção somente nos dois últimos anos de produção.
Conforme projeções da Emater, o rendimento dos trabalhadores durante os cinco anos de projeto pode chegar a quase R$ 20 mil. A ‘‘Reforma Agrária Cabocla’’ foi desenvolvido pela Prefeitura de Ribeirão Claro e financiado, na primeira etapa, pelo Ministério da Previdência Social e pela Seab. No final do projeto as famílias poderão entrar em acordo com o proprietário da terra e continuar a trabalhar na área como meeiros. (B.T.)

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