Projeto disponibiliza próteses a pacientes amputados
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de agosto de 2011
Vinícius Fonseca <br> <br> Reportagem Local 
Jacarezinho - Um projeto batizado como Órtese Paraná (OPR) tem mudado a vida de pessoas que sofreram lesões graves ou moderadas em perna, braço e outras partes do corpo. ''Atendemos quem precisou substituir parte de seus membros por órteses ou próteses para realizarem plenamente suas atividades diárias'', explica Tiago Del Antônio, gestor da Clínica de Fisioterapia e Reabilitação da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em Jacarezinho.
Pelo projeto, em execução desde 2006, os materiais são fornecidos gratuitamente a pacientes vindo dos 22 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi), além de cidades da 18 Regional de Saúde de Cornélio Procópio.
Segundo Del Antônio, as órteses são aparelhos que servem para complementar ou corrigir o funcionamento do membro lesionado. Já as próteses servem para substituir a perda de alguma parte do corpo.
A clínica atende em média de 600 pessoas por ano. Os pacientes são cadastrados nas secretarias municipais de saúde e também pelas assistentes sociais dos municípios. O único requisito é ser usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos com a implantação de uma órtese ou de uma prótese, como calcula o coordenador do projeto, variam bastante podendo chegar a R$ 10 mil.
O atendimento é realizado sempre na última sexta-feira do mês, quando técnicos do Cisnorpi fazem a avaliação nos pacientes que necessitam dos equipamentos. Caso o objeto precise de algum ajuste o retorno à clínica é agendado para a semana seguinte. O projeto tem a participação de alunos da universidade que auxiliam na organização do ambiente e dando suporte aos profissionais.
Embora o OPR seja um programa destinado apenas a colocação de órteses e próteses os pacientes podem solicitar acompanhamento fisioterápico da clínica. ''Para os nossos alunos é um aprendizado já que no campo acadêmico dificilmente eles terão outra forma de contato com pacientes amputados e que necessitam do uso desses aparelhos'', opina.


