Bandeirantes - A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) firmou um convênio com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para certificação de produtos orgânicos no Norte Pioneiro. Com a parceria, a UENP vai ceder os estudantes que receberão treinamento no Tecpar para depois visitarem os produtores rurais ou pequenas agroindústrias que queiram mudar seu sistema de produção do convencional (químico) para o orgânico. O programa será custeado com recursos da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
O pró-reitor de extensão e cultura da UENP, professor Rogério Macedo, diz que a meta é atender pelo menos 50 produtores rurais nos próximos três anos. Podem ser contemplados os agricultores que trabalham com produtos de origem vegetal ou animal, as agroindústrias ou associações de produtores. O trabalho será iniciado no próximo mês e terá a coordenação do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios (NEAT), órgão da universidade.
Macedo acredita que haverá uma boa adesão de produtores ao novo programa porque atualmente a procura por produtos orgânicos é bem maior que a oferta, o que pode estimular os produtores. "Hoje nós temos várias oportunidades de mercado para estes produtos, mas falta oferta. Só o governo federal, por exemplo, tem o programa de merenda escolar que garante para cada município 30% a mais de recursos se o produto comprado for orgânico, mas somente uma minoria de municípios no País consegue acessar esses recursos", justifica.
Os produtores que aderirem ao novo sistema serão monitorados pelos alunos da UENP, mas só vão receber os certificados depois que passarem por uma auditoria de outra instituição de ensino superior para evitar que as mesmas pessoas façam esta avaliação. Neste caso, a auditoria será feita por estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os "aprovados" na auditoria, vão receber um selo que garante a qualidade e o reconhecimento internacional para comercialização do produto.
O professor acrescenta que com a certificação o consumidor terá certeza de que estará comprando um produto orgânico quando for à gôndola de um supermercado porque muitas vezes ele fica em dúvida sobre a origem do que está comprando. "A ideia é a gente ter em um futuro próximo um conjunto significativo de produtores, independente do tipo de produto, com a produção no modelo tecnológico orgânico e com garantia de qualidade, ou seja, com a certificação", afirma.
Macedo faz questão de dizer que existem vários tipos de certificação de produtos orgânicos no mercado, mas que são concedidos apenas mediante pagamento. Como esta iniciativa é do governo do Estado e envolve duas instituições públicas (a UENP e o Tecpar), a certificação não tem custo para o produtor. O interessado vai assumir apenas os custos que envolvem a mudança do sistema convencional para o orgânico, o que varia de propriedade para propriedade.

Serviço
Os produtores interessados em obter mais informações sobre o processo de certificação podem entrar em contato com o Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórias (NEAT) pelo telefone (43) 3542-8047.

mockup