Produção exclusiva para escolas do município
Cambará - O casal Mário e Vanilce Marchione tem uma propriedade de 17 hectares no município de Cambará. Em três pequenas estufas, eles produzem tomate, pepino e pimentão que são levados para a rede municipal de ensino.
A produção mensal chega a 150 caixas de hortaliças, mas a entrega acontece de acordo com os pedidos, o que nem sempre coincide entre o que produz e o que é pedido. Ele diz que esta incerteza é um pouco prejudicial, mas mesmo assim compensa participar do programa de alimentação escolar no município. "Com certeza é um bom canal de comercialização; ajuda muito", afirma.
O produtor usa agrotóxicos de forma racional em suas culturas para não causar prejuízos aos consumidores, principalmente as crianças. "A gente toma o máximo de cuidado para evitar a contaminação; eu não posso oferecer um produto contaminado para o meu semelhante. Penso que isso seria falta de respeito", avalia.
Apesar da preocupação, Marchione admite que não pensou em mudar para a produção de orgânicos, pois, no momento, considera uma alternativa inviável para ele. "A mudança é difícil para uma pessoa que sempre trabalhou com o convencional", afirma.
O produtor faz parte da Associação Cambaraense de Agricultura Familiar e deseja que a associação seja transformada em cooperativa para comercializar a produção dos pequenos produtores do município. Ele espera também que seja criada uma central de abastecimento para receber os produtos.
Marchione entrega produtos para merenda escolar de duas a três vezes por semana e vende o excedente para o comércio local ou para Ceasa. (E.A.)





