Produção em escala industrial depende de aprovação do ministério
Como não existia legislação específica no Ministério de Agricultura que definisse ou regulamentasse a produção de vinho sem álcool, o empresário ficou impedido de comercializar o produto durante vários anos. Quando foi lançar seu vinho, fiscais do ministério impediram a produção, porque não existia lei que permitisse a produção. Martins continuou insistindo, até encontrar respaldo do deputado federal Abelardo Lupion (PFL).
O deputado se reuniu com diretores da Divisão de Derivados da Uva e do Vinho do ministério para auxiliar a liberação. Recentemente, Lupion apresentou na Câmara dos Deputados projeto de lei criando legislação específica para regulamentar a produção de vinho sem álcool no Brasil. O projeto, de acordo com o deputado, está percorrendo as comissões para depois ser votado pela Câmara.
O produto, antes de ser lançado no mercado, passou por inúmeros estudos, sendo aprovado inclusive pela Coordenação de Laboratório Vegetal do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura e por técnicos em fermentados da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Todos os resultados foram considerados positivos e nenhum exame detectou qualquer tipo de risco de consumo.
Embora seja considerado vinho, o rótulo do novo produto não pode conter esta inscrição. Só no contra-rótulo estará a informação de que se trata de uma bebida fermentada, derivada da uva. O novo vinho sem álcool não pode ser comparado ao suco de uva, porque sua produção é diferenciada. O suco é feito com uva cozida. O vinho é fermentado e obedece todos os padrões de produção, até sofrer o processo de retirada do álcool.
A origem do vinho comercializado pela Leoni D'oro do Brasil é a serra gaúcha. Posteriormente, o produto passa pelo processo de desalcoolização em Bandeirantes e é distribuído em toda a região. Há 25 anos, o vinho comercializado pela Leoni D'Oro tem a mesma procedência e os mesmos tipos de uva. ''O processo de industrialização do vinho sem álcool ainda não atingiu grande escala, porque o produto é novo e está chegando ao mercado aos poucos. Pretendemos partir para escala industrial nos próximos meses, para atendermos todo o País'', esclareceu Martins.
O empresário pretende ainda consolidar a produção de vinhos branco, diet e rosé sem álcool. ''Estes tipos de vinho não têm flavonóides, mas deverão incorporar nossa produção para atendermos todos os gostos''. Martins confirmou que já patenteou o produto, visando garantir a produção com qualidade e com a garantia de sua empresa. ''Caso alguém queira produzir vinho sem álcool com as mesmas especificações da Leoni D'Oro certamente serão impedidos. Pode ser que apareçam outros vinhos sem álcool, mas com a qualidade que empregamos, é muito difícil'', concluiu. (M.A.B.)





