No último dia 26 a Adecot, Emater e a prefeitura lançaram a 2º edição da ''Festa do Início da Colheita da Uva Fina de Mesa do Paraná''. O município realiza a primeira colheita da safra em novembro, por isso, a festa é realizada na terceira semana do mês. Em Bandeirante a colheita começa cerca de 15 dias antes da média registrada no Estado. Em agosto as parreiras estão entre o período de poda e floração. O período de safra tem início em novembro e término em janeiro.
No lançamento a Emater também divulgou a tecnologia de produção da uva ecológica. A festa tem o objetivo de intercâmbio e obtenção de novas tecnologias, além da divulgação da uva produzida em Bandeirantes. Segundo os técnicos da Emater a recuperação positiva do setor nos últimos anos é atribuída ao trabalho da Emater, envolvimento dos produtores, parcerias com Iapar, Embrapa, Hortiqualidade e prefeitura.
O coordenador do programa de produção da uva ecológica, José Evangelista da Silva, disse que a tecnologia para a redução na utilização de agrotóxico desenvolvida nos últimos dois anos no município proporcionou a produção da uva ecológica. A cultura utilizou 60% de produtos naturais e, somente, 40% de produtos com teor de toxidade. Ele explica que a produção, apesar das alterações no sistema, manteve as mesmas características do sistema convencional.
Elias explica que os produtores de Bandeirantes têm intensificado o trabalho para buscar diferenciais na comercialização. O objetivo é que as uvas ecológicas, a médio prazo, agreguem valor e proporcionem um produto de qualidade e saudável aos consumidores. Ele disse que, além do benefício econômico com a redução do custo, este sistema facilita o manejo e aumenta o rendimento dos produtores. ''A uva ecológica beneficia o produtor, consumidor e o meio ambiente'', finalizou.
O produtor Aparecido Humberto Marcon disse que está entusiasmado porque nesta safra reduziu o custeio da produção de R$ 1,8 mil para R$ 754 com a adoção da nova técnica. Ele utiliza mão-de-obra familiar em uma área de um hectare. O produtor explica que, além de reduzir os custos, a nova técnica facilitou o manejo e manteve a qualidade da produção. Ele explica que aumentou a rentabilidade e agregou mais valor ao produto com a redução na utilização de agrotóxicos. ''Estou dando pulos de alegria, porque consigo viver da uva''.
Na região de Cornélio Procópio a uva é cultivada nos municípios de Assaí, Uraí, Nova América da Colina, São Sebastião da Moreira e Bandeirantes. A região tem uma área de 1.270 hectares com cerca de 800 produtores. A produção média é de 20 toneladas hect/ano com a geração de cerca de 2,9 mil empregos. A receita bruta é de 16 milhões/ano.

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