Produção de peixes e bananas anima o campo
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
Eli Araújo <br> <br> Reportagem Local 
A diversidade é uma das principais características da produção agropecuária em Andirá. Além das culturas de soja, milho, trigo e cana-de-açúcar, Andirá está em evidência também pela produção de peixes e banana nanica.
A produção de banana começou a ganhar espaço em 1994, época em que alguns produtores estavam descontentes com a soja e o milho. Hoje, o cultivo de banana ocupa 1.600 hectares, quase 10% de toda a área agricultável do município, que se consolida como um dos maiores produtores da fruta no Estado.
O técnico agropecuário da Emater Adevaldo José da Cunha afirma que a banana surgiu como alternativa de produção e renda para os agricultores e de geração de empregos no campo. ''O povo estava indo embora para São Paulo, mas com a chegada da banana houve uma melhora sensível na geração de empregos.'' Segundo ele, a cultura gera 800 empregos, o que corresponde a quase 10% de toda a mão de obra empregada em Andirá.
E os produtores não podem reclamar da produtividade média, que é de 30 toneladas de banana por hectare/ano. A banana produzida em Andirá abastece as Centrais de Abastecimento (Ceasa) de Londrina e Curitiba, grandes centros do estado de São Paulo e chega ainda ao Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.
A banana é o tipo de cultura que precisa de água e calor na medida certa, mas este ano parte dos pomares foi prejudicado pelas geadas nos meses de junho e julho, mas nem isso desanimou os produtores.
O produtor Francisco Benedito Guerreiro planta 70 hectares de banana em sua propriedade. Ele montou um espaço para selecionar e embalar o produto e também uma câmara onde a maturação pode ser controlada de acordo com as necessidades de mercado.
A banana que foi pejudicada pela geada não vai para o consumo in-natura e é destinada para a fabricação de doces em indústrias de São Paulo.
Piscicultura
A criação de peixes em Andirá é ralizada em dois sistemas de produção: em tanques escavados e em tanques rede. O primeiro consiste na criação em represas construídas na propriedade; já os tanques redes são gaiolas acomodadas em grandes represas, como as de hidreléticas.
Nos tanques escavados são criadas espécies nativas da região, tais como o pacú, tambacú e patinga, com população de um alevino por metro quadrado. A produção varia entre 8 a 10 toneladas por hectare durante o ciclo de criação, que neste sistema varia entre 16 a 18 meses. No caso da tilápia, o tempo de criação é de apenas 5 meses.
Hoje, 44 propriedades rurais trabalham com a criação de peixes em tanques escavados. Cada tanque tem entre 2,5 e 3 mil metros quadrados. Há propriedades com 2 ou 3 tanques e outras com até 20 tanques, no total. A área alagada para criação de peixes em Andirá é de 157 hectares.
Nos tanques de rede o espaço de produção de cada gaiola é de seis metros cúbicos. A criação é exclusiva de tilápias com produtividade média de 100 quilos por metro cúbico. Atualmente, existem 450 gaiolas em duas represas de hidrelétricas no Rio Paranapanema, divisa com o estado de São Paulo.
Toda a produção de peixes em Andirá é destinada a pesque-pagues no estado de São Paulo.
Tanto no cultivo da banana quanto na criação de peixes, os projetos são elaborados pela Emater, que presta assistência técnica permanente aos produtores. (E.A.)


