Em um barracão próximo a RPPN esculturas de madeira suscitam uma questão: Seria o proprietário da Fazenda Ásia Menor, alguém que se utiliza das árvores para fazer arte? Luiz Ribeiro Castro de Carvalho garante que não. ''Nunca machuquei uma árvore sequer, nem me utilizei delas com fins lucrativos. As esculturas são feitas com madeira já morta, resto de galhos'', revela.
Além de ambientalista, mesmo sem uma formação específica, Carvalho se mostra um artista talentoso e já fez mais de 300 obras em madeira, tudo movido por um único sonho, levar conhecimento às pessoas. Faz parte de seus planos criar uma biblioteca para crianças e adultos transformando em prateleiras cada peça esculpida por ele.
Tendo perdido muito dinheiro, principalmente por defender o meio ambiente e responder a processos de madereiras, ele não vê a possibilidade disso acontecer em vida, mas espera que seus esforços levem as gerações futuras a buscarem um mundo mais verde e cheio de cultura. ''Hoje não tenho condições de montar uma biblioteca, mas espero que quando olharem para a reserva e as mensagens pelo caminho, as pessoas se disponham a construir um mundo melhor'', profetiza. (V.F.)

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