Questionado sobre o fato das casas terem sido construídas em área de risco, o chefe de gabinete da Prefeitura de Santo Antonio da Platina, Joel Marciano Rauber, afirmou que a área foi definida por estar próxima ao centro da cidade e por atender todas as exigências do projeto.
Ele tentou minimizar os problemas do Minha Casa Minha Vida ocorridos com as últimas enchentes, afirmando que o bairro não foi atingido com a gravidade que foi anunciada pelos moradores. Porém fotos feitas pelos moradores e as marcas da chuva nas paredes internas da casa mostram a gravidade.
Em dias de fortes chuvas, como ocorreram na semana passada, o riacho e o ribeirão, que cercam o conjunto, ultrapassam o leito e invadem as residências. Rauber afirmou que a prefeitura pretendia canalizar o córrego que corta o conjunto, mas as manilhas não são suficientes para absorver o volume de água.
''Nossos engenheiros estão trabalhando para encontrar uma solução para o problema'', disse.
Segundo o chefe de gabinete, as obras de infraestrutura já estão licitadas e deverão começar nos próximos dias. O rompimento do esgoto, segundo Rauber ocorreu porque a Sanepar ainda não instalou a válvula de contenção em cinco casas e isto provocou o problema. Disse ainda que a iluminação pública do conjunto também já está licitado e a empresa tem até o final do mês de julho para iniciar o projeto. ''O que ocorre é que a lentidão nos processos licitatórios acaba prejudicando a população e esta revolta é natural''. observou.
Do total de 61 unidades do Conjunto Minha Casa Minha Vida, nove ainda não foram ocupadas. O déficit habitacional em Santo Antonio da Platina, conforme Joel Rauber, é de cerca de 800 moradias.(M.A.B)

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