Prefeitos ameaçam interromper tráfego na 153
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quarta-feira, 29 de maio de 2002
Benedito Teles Equipe Folha 
O prefeito de Japira, Wilson Ronaldo Rony de Oliveira Santos, disse que a comunidade local deve interromper o tráfego na BR-153, no trecho de 60 quilômetros entre Santo Antônio da Platina e Ibaiti, para protestar contra a demora na realização das obras de recuperação da rodovia. O prefeito alega que o trecho de 15 quilômetros que passa por seu município está deteriorado.
Santos também condiciona, assim como a maioria dos prefeitos da região, a transferência do pedágio, de Andirá para Jacarezinho, à ampliação da área do lote 1, em cerca de 60 quilômetros, até Ibaiti. Todos querem o file mignon, mas ninguém quer roer o osso, desabafou.
O prefeito de Ibaiti, Roque Fadel (PTB), disse que a incorporação dos 52 quilômetros previstos pela Econorte só se justifica com a ampliação do novo trecho. A assessoria do prefeito José Antônio de Oliveira (PSDB), de Jacarezinho, informou que Oliveira apóia a transferência do pedágio e a ampliação até Ibaiti, mas defendeu a manutenção do programa original caso a nova proposta inviabilize o projeto já aprovado.
O prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PSDB), disse que cerca de 19 prefeitos da região já se comprometeram a assinar o manifesto que condiciona o apoio da entidade à transferência do pedágio e ampliação do trecho até Ibaiti. O documento será encaminhado para o governador Jaime Lerner (PFL) nos próximos dias. O prefeito deve ajuizar uma medida cautelar para impedir a transferência do pedágio. Pereira ressaltou que Ribeirão Claro será uma rota alternativa para os motoristas desviarem do tráfego.
A Econorte, concessionária que administra o trecho, informou que a empresa detém a concessão do lote 1 e que as obras executadas estão prevista em um cronograma de atividades. Segundo a assessoria da Econorte, qualquer alteração no contrato, mediante termo aditivo, deve ser avaliada e autorizada pelo poder concedente. A empresa ainda não avaliou a possibilidade de ampliação do trecho, mas antecipou que a reivindicação não inviabiliza o projeto original porque a incorporação foi aprovada e autorizada pelo governo estadual e federal.


