Prefeito médico repõe faltas em Jacarezinho
Jacarezinho - Médico ginecologista e obstetra, o prefeito de Jacarezinho Sérgio Eduardo Emygio de Faria (DEM) enfrenta a recomendação do Ministério Público Federal como profissional e como político. Além da administração do município, o prefeito tem prestado atendimento médico na Santa Casa da cidade e também nos postos de saúde para suprir a ausência dos médicos que pediram demissão.
No município, seis dos dez médicos contratados pela prefeitura pediram demissão após a execução da ordem do Ministério Público Federal (MPF). O prefeito informa que mesmo com as demissões, não há desfalque no atendimento médico à população. "Os profissionais que permaneceram, e até mesmo eu, estivemos cobrindo a falta desses profissionais que já estão sendo substituídos com contratos emergenciais até a realização do concurso público, que deve ser aberto ainda neste semestre. Sorte de Jacarezinho ter um prefeito que é médico", salientou.
O prefeito afirma que os novos contratados terão um sistema de trabalho conforme as recomendações do MPF. "É uma situação complicada. Terei de dobrar o número de profissionais, pois nenhum contratado aceita trabalhar por oito horas seguidas. A única solução viável é dobrar o número de profissionais, estabelecendo um contrato de quatro ou no máximo seis horas, formando dois turnos nos postos de saúde", afirma.
O prefeito adiantou que além do remanejamento de horário enviará para a Câmara de Vereadores um projeto de lei que permita um incentivo financeiro maior para manter os médicos trabalhando no município. "É uma maneira de fidelizar o atendimento dos nossos profissionais com um incentivo financeiro. O médico poderá ter um salário maior, com o valor do turno de oito horas, mas com contrato de no máximo seis horas de trabalho", anuncia. (A.D.)





