O prefeito de Jaboti, Esmair de Carvalho (PRP), no Norte Pioneiro, foi condenado por improbidade administrativa e teve seus direitos políticos suspensos por cinco anos, mas ainda cabe recurso. O prefeito permanece no cargo. O procurador jurídico do município, Laercio dos Santos, disse à FOLHA que viaja hoje a Curitiba para tentar reverter a situação. ''O processo está sendo estudado e a decisão só será definida nos próximos dias''.
A sentença foi expedida pela juíza da comarca de Tomazina, Fabiana Januário Pesseghini, em 2008, cinco anos após a instauração da ação civil pública.
O processo está relacionado ao primeiro mandato de Carvalho como prefeito de Jaboti, cumprido entre os anos de 1997 e 2000. No entanto, ele recorreu da decisão no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná e, enquanto esperava pelo trâmite, conseguiu a reeleição. O apelo foi analisado, mas não acatado pelo TJ. A decisão é do dia 16 de janeiro.
As irregularidades foram constatadas em seis notas fiscais da empresa Brasilub, contratada sem licitação pela Prefeitura de Jaboti em setembro de 1999, e utilizada pelo prefeito para o superfaturamente de notas frias e, consequentemente, para o desvio de verba pública. Segundo a ação, Carvalho se utilizou do cargo para adquirir, através do contrato público, ''grande quantidade de óleos lubrificantes, estopas, filtro para motor, sabão e graxa''.
Na administração do prefeito anterior a Carvalho, ''o gasto mensal com os mesmos materiais foi de aproximadamente R$ 1.944,44, enquanto na Administração do requerido, com a aquisição dos bens relacionados, foi de R$ 4.100,00''.
A lesão aos cofres do município ultrapassa os R$ 33 mil. Carvalho também foi condenado a ressarcir o poder público pelo dano sofrido, ao pagamento de multa no valor do prejuízo causado e proibido de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.
Ao Bonde, a juíza responsável pela sentença, Fabiana Januário Pesseghini, disse que já deixou a comarca de Tomazina há dois anos, logo após expedir a decisão contra o prefeito. ''Enquanto estive lá, fui responsável por sentenciar pelo menos 60 ações de improbidade. Todas relacionadas a agentes públicos'', lembrou. (Colaborou Vinícius Fonseca)

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