Prédios públicos antigos comprometem cidadania
Cornélio Procópio - O problema da falta de acessibilidade não é exclusividade de Cornélio Procópio. No Norte Pioneiro, prédios públicos de extrema importância para o cidadão são lugares distantes para aqueles que têm alguma dificuldade de locomoção. As estruturas antigas são de difíceis adaptações. Em Wenceslau Braz, a prefeitura funciona em cima da agência do Banco do Brasil. Não há sequer recepção no térreo, que só conta com um pequeno espaço antes da escadaria. A maioria dos comércios também não estão adaptados para receber pessoas com necessidades especiais.
Siqueira Campos tem a mesma condição da cidade vizinha, com a prefeitura instalada sobre o Banco do Brasil. No entanto, a recepção fica no primeiro piso, à disposição dos cadeirantes. O atendimento isolado, sem acesso ao gabinete do prefeito, por exemplo, não é o ideal, garantem os representantes em direitos dos deficientes.
Em Wenceslau Braz, o secretário da Fazenda, Paulo Sanada, informa que há planos de levar a prefeitura para outro prédio e, por isso, não há previsão de adequações na sede atual. No entanto, não há um prazo para a mudança. O responsável pelo setor em Siqueira Campos estava com o celular desligado.
Em Jacarezinho, assistir uma sessão da Câmara também é impossível para os cadeirantes. O salão de reuniões no segundo andar impossibilitou até mesmo parentes de vereadores de assistirem às cerimônias de posse. Segundo o assessor jurídico da Câmara, Luiz Henrique Bianchi, um projeto para a instalação de uma plataforma já foi solicitado e a expectativa é que o "grande problema" seja sanado no segundo semestre deste ano. Segundo ele, há verba para a obra, porém para incluí-la no orçamento, é necessário alteração na Lei Orçamentária Anual (LOA).
Um dos principais entraves no Norte Pioneiro é a falta de associações representativas. Sem cobranças oficializadas, há um relaxamento no cumprimento das leis. Ibaiti, que sediou etapa do Fórum Paranaense de Acessibilidade, em abril, tem as melhores condições de acessibilidade em prédios públicos, mas segundo o engenheiro civil, ligado ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Antonio Vincenzi, ainda há muito o que ser feito. "Temos muito a realizar em nossa cidade que, por sua característica de topografia acidentada, de um modo geral apresenta muitos obstáculos à acessibilidade", avalia Vincenzi. (C.F)





