Posto de combustíveis soterra vegetação para construir estacionamento
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terça-feira, 28 de abril de 2015
Luiz Guilherme Bannwart<br>Especial para a FOLHA 
Joaquim Távora Os proprietários de um posto de gasolina localizado na PR-092, em Joaquim Távora têm 30 dias para apresentar ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a autorização para a obra de aterramento de uma área e o plano de recuperação ambiental do aterro e do terreno onde estava sendo extraída a argila usada no local. O prazo foi definido no início desta semana, durante reunião entre os representantes da empresa, da Polícia Ambiental e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). No dia 9 de abril a obra foi notificada pela Polícia Ambiental e embargada pelo IAP.
O espaço, uma área de mata nativa de aproximadamente 1,5 hectare, localizado atrás do estabelecimento, estava sendo preparado para a construção de um estacionamento. Pela extensão da área, estima-se que seriam necessários milhares de metros cúbicos de terra. O local onde era retirada fica próximo ao aterro e pertence à mesma empresa e, pela extensão e volume do material já com característica de subsolo, a escavação só poderia ser feita com autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Outro agravante é que na área onde a argila estava sendo depositada existe uma nascente, que também não estava sendo preservada. Segundo informações da Polícia Ambiental, em média, 80 caminhões eram descarregados todos os dias. No local, os policiais constataram outros crimes ambientais.
A chefe do escritório regional do IAP em Jacarezinho, Rosa Maria Gonzaga Baccon, foi assinado um termo de compromisso em que a empresa se comprometeu a apresentar as documentações exigidas, assim como atender outras recomendações feitas pelo órgão ambiental. "Após os 30 dias, iremos analisar todos os quesitos, conforme determina a legislação, e só então poderemos dizer se as obras poderão ter continuidade ou se serão definitivamente interrompidas com a lavratura das devidas autuações", informou. Ela destacou que o intuito do IAP não é multar, mas sim recuperar a área devastada com ganho do dano ambiental. "A empresa apresentou um espaço ao lado do aterrado e o IAP irá analisar a viabilidade."
A direção do posto de combustíveis foi procurada para comentar o embargo da obra, mas o gerente da empresa preferiu não se pronunciar sobre o assunto.


