PM prende 373 por boca de urna
O 2º Batalhão da Polícia Militar de Jacarezinho informou que 373 pessoas foram detidas por aliciamento de eleitores na região. O crime eleitoral da boca de urna foi coibido por uma operação que reuniu 225 policiais militares e 70 viaturas em toda a região. A PM comunicou que, do total, 184 foram detidas por determinação da Justiça Eleitoral. A PM também acompanhou a votação e aprendeu material de campanha. Durante a operação o prefeito Benedito Antonio Silveira Pinto (PSDB) de Ribeirão do Pinhal foi detido.
Segundo a PM o prefeito foi preso em flagrante e acabou sendo acusado de lesões corporais leves e desacato a autoridade. O prefeito nega as acusações e afirma que foi perseguido e agredido pelos militares quando voltava para a sua residência. Pinto também acusou um policial civil de ter participado das agressões. O momento da prisão mobilizou, pelo menos, 500 pessoas e oito PMs da RONE (Ronda Ostensiva de Natureza Especial). O tumulto só foi controlado após o encaminhamento, além do prefeito, de sua mulher Suzana Steffen Silveira Pinto e três pessoas que participaram da confusão para a cadeia.
O Tenente Robson Falk Vieira, responsável pela prisão, disse que após a detenção a viatura foi apedrejada por simpatizantes do prefeito. O tenente explicou que a abordagem foi solicitada pelo poder Judiciário após uma denúncia de que o prefeito realizava boca de urna. Silveira Pinto foi preso na rua Antônio Rosa no centro da cidade e encaminhado em um camburão para a delegacia, onde foi feito o termo circunstancial (TC). No início da mesma noite o prefeito de Ribeirão do Pinhal foi liberado, após prestar depoimento.
Pinto alega que foi perseguido e provocado pelos policiais até que 250 metros adiante recebeu voz de prisão por desacato. Silveira afirma que resistiu a prisão porque não havia cometido nenhum delito, mas foi algemado e colocado no interior do camburão. ''Fui vítima. Estou todo machucado'', disse.O delegado Tarciso Cândido de Carvalho disse que o TC seria encaminhado para o Juizado Especial Criminal para as providências legais.





