Plano de mobilidade urbana de Santo Antônio da Platina fica para 2017
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terça-feira, 19 de julho de 2016
Luiz Guilherme Bannwart<br>Especial para a FOLHA 


Santo Antônio da Platina - A Prefeitura de Santo Antônio da Platina concluiu na semana passada o Plano de Mobilidade Urbana do município. O estudo, realizado pela Gasini Projetos, Consultorias e Treinamentos, de Maringá, custou R$ 120 mil aos cofres públicos e deve ser encaminhado ainda esta semana à Câmara de Vereadores. A implantação do projeto, no entanto, deve ocorrer somente em 2017.
De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Orlando Pimentel, o Plano de Mobilidade Urbana é obrigatório aos municípios com mais de 20 mil habitantes e prioriza diversos setores da administração pública. "A cidade já tem quase 50 mil habitantes e estava impedida de se desenvolver, no que se refere à mobilidade urbana, por falta de um projeto específico. Contratamos uma empresa especializada, e depois de muita discussão o trabalho finalmente foi concluído. Agora basta o Legislativo aprovar o plano para colocarmos em prática", disse Pimentel.
O projeto contempla a municipalização do trânsito, regras para o transporte de cargas que deve respeitar áreas de circulação e horários estabelecidos , investimentos no transporte coletivo, gestão de estacionamentos, pavimentação, padronização das calçadas, sinalização viária, plano de melhorias e incentivo à circulação de pedestres e ciclistas, frota de táxis e mototáxis, semáforos e fiscalização.
"A elaboração do plano contou com a participação dos moradores e representantes de vários segmentos da sociedade. Foram realizadas quatro audiências públicas, sendo que a última reuniu mais de cem pessoas na Câmara de Vereadores. Infelizmente não teremos tempo hábil para implantar o projeto nesta gestão, mas o próximo governo terá tudo pronto em mãos para executar esta proposta tão importante para o município", conclui o secretário de Planejamento.
ZONA AZUL
Com a aprovação do Plano de Mobilidade Urbana, a prefeitura pretende restabelecer imediatamente os serviços de cobrança da Zona Azul, extinta em 2013, após anúncio do fechamento da Escola de Formação de Guardas Mirins Duque de Caxias, responsável pela gestão dos serviços.
Desde que a cobrança foi suspensa, encontrar uma vaga para estacionar no centro da cidade ou até mesmo em alguns bairros tem sido uma tarefa quase impossível aos condutores. "A maioria do pessoal que trabalha no comércio e nas repartições públicas estaciona seus veículos nas vagas pela manhã e só desocupa o espaço no fim da tarde. Com isso, quem depende do estacionamento acaba sendo obrigado a estacionar em locais muito distantes ou mesmo seguir a pé de suas casas até o centro da cidade. O estacionamento rotativo precisa ser reativado imediatamente", defende o comerciante Paulo Franco de Souza.


