Planejamento deve ser para uma geração
Curitiba - O assessor para assuntos de acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Antonio Borges dos Reis, aponta que muitas das ações fracassam por não terem continuidade na troca de gestões. "O planejamento deve ser feito para a geração, não para uma gestão", defende. Segundo ele, o maior desafio é o mau estado de conservação das calçadas. "Em todo País é a mesma coisa. As calçadas deveriam ser de responsabilidade do poder público, pois nosso terreno termina no muro, não no meio-fio".
Borges dos Reis, que foi vereador em Curitiba na década de 1990, foi autor da lei (nº 9.121) para que o material das calçadas de Curitiba fossem substituídos por revestimento antiderrapante, aprovada em 1997. Ele lembrou que sua proposta foi desengavetada depois de dois anos, quando uma queda acidental em uma calçada no Juvevê custou a vida de um aposentado de 74 anos. A matéria foi publicada pela FOLHA, em 14 de junho de 1997, e, segundo o engenheiro civil, ajudou na aprovação da lei.
Reis avalia que nenhuma cidade do Estado pode ser considerada modelo, mas que Curitiba, Pato Branco e Guarapuava reúnem as melhores condições de acessibilidade. Ele aponta também a necessidade de uma legislação mais rigorosa. "Ainda é comum prédios sem acessibilidade receberem alvará de funcionamento. O gestor que libera o documento deveria receber as sanções", sugere.
(C.F.)





