Brete, querência e arena são nomes familiares para o pedreiro Juvenil Lopes. Aos 19 anos ele participou da 11º edição do Rodeio Tavorense. O seu sonho, assim como o de muitos colegas, é se profissionalizar como peão de rodeio. Em Joaquim Távora uma espera de quase três horas na querência, área em que os peões aguardam o momento de montar, durante a primeira etapa eliminatória da 11º edição do Rodeio Tavorense terminou com uma apresentação que durou um segundo e meio.
Outra referência de Lopes, ao contrário da maioria dos jovens nesta faixa etária, é o principal representante brasileiro no campeonato norte-americano. Nem Ronaldo, Giba ou Senna o pedreiro que mora em Joaquim Távora sonha em ser como o bicampeão mundial de rodeio Adriano Moraes. O bicampeão compete no circuito norte-americano e se destaca internacionalmente em termos de atuações e premiações. A história de Moraes, peão do interior, que alcançou fama e dinheiro é um exemplo para milhares de anônimos.
Lopes disse que nos finais de semana o futebol também dá espaço para o rodeio. Ele e um grupo de amigos treinam em uma arena improvisada na zona rural do município. Ele compete desde os 16 anos já coleciona uma clavícula quebrada e várias escoriações. Lopes abandonou os estudos na primeira série do segundo grau, mas diz que não se arrepende. Ele diz que apostou no sonho. O peão acredita que esta é a melhor maneira de ascensão social.
O peão mora com sua família centro da cidade e lembra que no início os parentes não aceitaram, mas depois acabaram se conformando. Lopes confirma que o esporte é perigoso, mas garante que não tem medo. O tempo de um segundo e meio não foi o suficiente para que obtivesse a classificação para a próxima etapa. Lopes sofreu um acidente durante o rodeio, depois que o touro ''Segredo'' o lançou na cerca da arena, área em que é realizado o rodeio. O choque desacordou o peão que foi levado, imediatamente, para atendimento no hospital local, mas agora passa bem. O sonho foi adiado até a 12º edição do Rodeio Tavorense.

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