Parceria com Uenp deve viabilizar Casa do Mel
Bandeirantes - Envolvida com os estudos e trabalhos práticos sobre a produção de mel desde 2008, quando liderou o projeto "Agroindustrialização de mel em escala empresarial", pelo programa Universidade Sem Fronteiras Extensão Tecnológica Empresarial, do Governo do Estado do Paraná, a professora doutora Laila Herta Mihsfeldt, coordenadora do curso de Agronomia da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), vê com bons olhos a reorganização da antiga associação dos produtores de mel, a Apinorte, e manutenção da parceria com a universidade. O então projeto da agroindustrialização, executado formalmente até 2010, tinha como foco orientar e melhorar a qualidade do mel produzido por uma pequena comunidade da cidade.
"As pessoas agora estão se dando conta do potencial da produção de mel na nossa região e estão mais interessadas. O nosso próximo desafio é viabilizar a Casa do Mel onde será possível beneficiar o mel dentro de padrões mais técnicos, até para que possamos vender fora do município. Estamos em negociação com a direção da universidade e esperamos que o termo de compromisso esteja assinado até o final do ano", pontua.
Atualmente os equipamentos para o beneficiamento do mel (centrifugação, limpeza, envase e embalagem) estão em uma pequena sala improvisada na universidade e são utilizados conforme a demanda dos produtores associados, que vendem o produto para a merenda escolar. Os maquinários foram adquiridos com recursos provenientes do antigo projeto de extensão. "No local que agora estamos pleiteando, onde funcionava o laboratório de piscicultura, haverá um bom espaço para trabalharmos. É importante sempre buscar melhorar a qualidade do produto e isso faz parte importante desse processo", avalia.
Entusiasta da apicultura, a professora é da época em que alguns produtores chegavam a improvisar caixas plásticas de supermercados para produzir mel (ao invés de caixas padronizadas) e faziam a extração sem padrões adequados, o que afetava diretamente a qualidade do produto final.
O envolvimento direto dos alunos de graduação dos cursos de Agronomia e Ciências Biológicas no antigo projeto acabou resultando em uma disciplina optativa de Apicultura, disponível até hoje. "Vale ressaltar que, na nossa região, o mel de cana é de ocorrência comum e por ser muito escuro tem baixa aceitação. Portanto, são necessários estudos para comprovação da qualidade nutricional do mel de cana para convencer o consumidor a comprá-lo e consumi-lo", orienta a professora.(A.P.N.)





