Siqueira Campos - Na avaliação do diretor-presidente Júlio Takeshi Suzuki Júnior, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o índice migratório no Paraná tem mantido um saldo equilibrado na última década. "Isso significa que não há muita evasão de pessoas e, o número que sai, é compensado pelo que entra", explica. "É uma realidade bem diferente dos anos 1970, quando muitos paranaenses migraram para a Região Centro-Oeste, para investir na área agrícola", complementa.
Segundo Suzuki Júnior, o Paraná pode ser considerado um "Estado consolidado demograficamente", apesar de algumas movimentações migratórias dentro do próprio Estado. "Vários fatores motivam isso, como a busca por melhor infraestrutura de saúde e educação, e não apenas por mais trabalho. A evasão sempre ocorreu e, hoje, é menor que antigamente porque houve um redimensionamento de estrutura de estado de bem-estar social. É fundamental que as gestões públicas continuem investindo em ações que reduzam as desigualdades sociais", avalia.
Ele também destaca a importância do poder público estadual em incentivar a instalação de indústrias em pequenos municípios. "Posso citar o município de Ortigueira, que em breve receberá a instalação de uma fábrica de celulose da Klabin. Com certeza, isso irá refletir no crescimento populacional e em outros benefícios", conclui. A previsão é que a indústria entre em operação em 2016, gerando 1,4 mil postos de trabalho. (A.P.N.)

mockup