Com as origens no Patrimônio do Café e na estação ferroviária Barra Bonita, a formação de Ibaiti vem das primeiras décadas de 1900, mas ainda era preciso desbravar quando os irmãos Daijiro e Miyoshi Matsuda compraram 100 alqueires em Amora Preta, em 1941.
Outras ''vinte e poucas famílias'' japonesas procedentes da região noroeste paulista passaram a ocupar lotes de 10 e 15 alqueires na gleba durante a década, formando uma colônia. O projeto familiar baseava-se na cafeicultura e, religiosamente, na Seicho-No-Ie.
Segundo Paulinho Takahashi, as terras na Amora Preta foram vendidas por um japonês residente em Bauru. A esse município a família, procedente do Japão, havia chegado em 1939, quando Paulinho tinha quatro anos de idade. Seus pais, Mitu Kurosawa e Mandi Takahashi, compraram dez alqueires na Amora Preta, gleba no município de Tomazina antes da emancipação de Ibaiti (1947).
Sob uma e outra jurisdição os pioneiros sentiram a completa ausência do poder público, segundo a memória de Paulinho. Hoje o marco da Seicho-No-Ie está a 18 quilômetros do perímetro urbano de Ibaiti, cinco dos quais estrada de chão estreita.
Antes de terem cafezais produzindo, as famílias prestaram serviços na Fazenda Matsuda, com um porcentual da remuneração em permuta pela frequência dos filhos na Academia Seicho-No-Ie, que precisava de contribuições.
Para obter melhor preço, a comunidade vendia em conjunto, de 20 em 20 sacas, transportando em carroça. Quando chegaram os primeiros caminhões, dividindo os fretes, carroceiros descontentes ''punham paus na estrada para atrapalhar''.
(W.S.)

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