A Secretaria Municipal de Saúde confirma a existência do abatedouro e admite que parte dos açougues do município utiliza a estrutura. Alguns açougues, segundo a própria secretaria, chegam a matar os animais ‘‘no mato’’, sem as mínimas condições sanitárias.
O secretário de Saúde, José Miguel de Vico, admite que o abatedouro é utilizado por uma parcela dos açougues da região e critica os empresários do setor. ‘‘Nós fechamos (o abatedouro), mas as empresas voltam a utilizar os serviços’’, reclama. O secretário explica que a vigilância sanitária, órgão vinculado à secretaria, tem optado por fazer um trabalho de conscientização junto à comunidade.
Vico alega que a população deve evitar o consumo de carne e leite que não são inspecionados, por causa dos riscos que oferecem à saúde. Vico comenta que o Ministério Público solicitou a intensificação da fiscalização, mas alertou que na primeira etapa será realizado o trabalho de conscientização. O secretário sugeriu que as pessoas evitem consumir carne em estabelecimentos que comercializassem carne sem inspeção.
O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Jacarezinho, Tarciso Mossato Pinto, diz que o local não tem licença ambiental para operar. Caso sejam confirmadas as denúncias, o abatedouro poderá ser interditado e os responsáveis multados, acrescenta Mossatto. Ele revela que o local foi interditado há cerca de dois anos e antecipa que o órgão vai apurar as denúncias.

mockup