O associativismo não é uma receita nova e, desde outros tempos, que somente conhecemos através dos historiadores, tem apresentado soluções para grandes e pequenos problemas. É justamente por isso que essa forma de organização do ser humano resiste. Das precárias e improvisadas ações dos nossos antepassados, cujo maior ingrediente era a confiança entre os envolvidos, até os documentados eventos e projetos de agora, o associativismo não só conferiu aos participantes responsabilidades iguais aos participantes – ou proporcionais, de acordo com o tamanho da participação –, como também dividiu ganhos e, sobretudo, inspirou no homem a consciência sobre a necessidade de trabalhar junto. Em outras palavras, o associativismo é um veneno contra o individualismo que impera em sociedades rancorosamente capitalistas, nas quais os valores isolados são desprezados e já os coletivos são canalizados para a massificação.
O Norte Pioneiro do Paraná, conforme mostra reportagem nesta edição, busca no associativismo soluções para os problemas de seus diversos setores de atividade. A região, portanto, trabalha coletivamente, aproveitando idéias dos associados, para melhorar a produção, aumentar os ganhos na comercialização, lutar contra os perigos que rondam o meio ambiente, enriquecer, com a sua produção, os municípios que a compõem. A decisão de buscar no associativismo respostas para inúmeros questionamentos, é sinônimo evidente de um amadurecimento e de uma conscientização da população, com méritos para os líderes que planejaram a retomada desta tão eficiente forma de vida. Sim, porque as lideranças, no associativismo, são peças e ferramentas essenciais.
São eles, os líderes, que desempenham o papel incansável de despertar em gente talentosa e produtiva a necessidade de participação nas coisas feitas conjuntamente. São essas lideranças que abafam o pingo de individualismo que cada ser humano sustenta, fazendo com que cada um pense a comunidade na sua interpretação correta, de gente que se contribui e luta junto para progredir igual. São os líderes que, depois do aglutinamento, trabalham pela manutenção do grupo, não somente exercendo uma liderança em um processo que valoriza fundamentalmente a democracia, mas principalmente fazendo com que a participação de cada indivíduo envolvido no associativismo resulte em lucros, sejam eles financeiros, intelectuais ou ideológicos.
Nesse momento, portanto, a população do Norte Pioneiro do Paraná tem como orgulhar-se de sua própria opção. Cabe ensejar que a iniciativa, que conforme a reportagem já resulta em vantagens para os participantes, tenha vida longa.

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