Cornélio Procópio - Desde a criação, em 2002, a Organização não governamental (Ong) Espaço Jovem Evolução trabalha com jovens carentes em situação de vulnerabilidade social. A instituição tem sede própria e conta com parceria com os governos municipal e estadual para desenvolver as atividades. O trabalho com os jovens em conflito com a lei foi iniciado no ano de 2006 e desde então é realizado em dias específicos. De acordo com uma das diretoras da instituição, Sonia Maria Lemos Soares, são atendidos jovens de 12 a 18 anos que participam de oficinas de música, dança e capoeira.
Além dos monitores a Ong conta ainda com uma equipe técnica formada por psicólogo, assistente social e pedagogo. "Os jovens em conflito com a lei são encaminhados pelo Ministério Público, eles geralmente estão em liberdade assistida ou prestando serviços para a comunidade. É muito difícil trabalhar com este público porque muitos estão ligados ao tráfico, mas queremos mostrar, especialmente com o novo projeto de jogos digitais, que há uma saída. Temos a expectativa de que eles se interessem pela temática", comenta.
A diretora afirma que os jovens que estiverem participando do curso e terminarem a medida socioeducativa ou finalizarem a condição de liberdade assistida poderão continuar acompanhando as aulas do projeto se assim desejarem. "Os jovens em conflito com a lei não são obrigados a participar do projeto, mas eles terão vaga garantida se tiverem interesse", complementa.
De acordo com Sonia, a inscrição do projeto no Criança Esperança foi realizada sem pretensão. "Não achei que poderiam nos atender. O dinheiro que vamos receber é suficiente para cobrir os custos dos equipamentos e pagar a bolsa dos graduandos monitores. O trabalho dos professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná é voluntário", destaca. (M.A.)

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