Os empresários que participam do curso de capacitação não estão apenas em busca de novos conhecimentos, mas também atrás de recursos para expandir seus negócios. Quanto ao primeiro aspecto, a satisfação é geral, mas quanto ao segundo há um descontentamento.
O empresário Ezequiel Monica é dono de uma mecânica na cidade há 30 anos e ficou entusiasmado em participar do curso que serviu para criar novas perspectivas. Ele pensa em expandir não somente a oficina, mas ajudar o filho em uma empresa de monitoramento com câmeras.
O comerciante Helton Queiroz é dono de uma empresa do ramo de refrigeração há 18 anos no centro de Cornélio Procópio. Ele diz que em seu trabalho se preocupa demais com a parte técnica para satisfazer os clientes, mas deixa de lado a parte administrativa, incluindo toda a burocracia do negócio. Queiroz diz que foi muito bom voltar a estudar e espera novos cursos para melhor estruturar a empresa.
A participação no curso é uma espécie de pré-requisito para o empresário conseguir dinheiro a baixo custo em um programa do governo do Estado para o desenvolvimento empresarial.
Os empresários lamentam, entretanto, que até agora não houve nenhuma evolução neste sentido. ''O curso é muito bonito e muito bom, mas a gente continua na expectativa quanto aos financiamentos'', afirma Ezequiel Monica. Para Helton Queiroz, o que está havendo é falta de informação. ''Acho que a gente não está sabendo o caminho das pedras'', resume.
O caminho
Segundo o coordenador do curso, professor Luiz Eduardo Araujo, os financiamentos aos empresários são concedidos pela Agência Fomento Paraná, órgão do Governo do Estado, através dos agentes de crédito por ela nomeados. O professor diz que os empresários podem obter informações detalhadas e preencher as propostas de financiamento, sem burocracia, no próprio site da Fomento Paraná. (E.A.)

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