Santo Antônio da Platina – Após mais de um ano paralisadas, as construções de 250 moradias populares em cinco cidades do Norte Pioneiro, com recursos do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, na modalidade Sub 50, serão retomadas. A decisão foi tomada durante uma reunião em São Paulo, no mês passado, com representantes das prefeituras de Ibaiti, Ortigueira, Santa Bárbara e Santa Cecília do Pavão, o gerente do Cobansa Cia Hipotecária (agente financeiro da obra), Carlos Henrique Figueiredo, e o engenheiro responsável pelo projeto, Marco Antônio Moura. Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Ibaiti, ficou estabelecido, na reunião, que o banco irá arcar com os materiais necessários para a conclusão das moradias, e os municípios com a contratação da mão de obra.
Das cidades contempladas que tinham a Marma Construtora, responsável pela execução da obra na região, apenas Santo Antônio da Platina não enviou representante a São Paulo. O secretário de Planejamento do município, Orlando Pimentel, justificou a ausência na reunião atribuindo responsabilidades à Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). "Todas as contrapartidas exigidas ao município foram atendidas. Quanto à fiscalização das obras no que diz respeito à execução do projeto, isso compete à Cohapar, por isso não participamos da reunião em São Paulo, conforme orientação da própria companhia. Entendemos que os custos com o projeto recaem sobre a instituição financeira contratada, e não aos municípios, ainda mais agora nesse período de recessão em que estamos anunciando medidas para conter despesas. Não sabemos, sequer, o que ficou acordado entre o banco e os municípios nesta reunião", disse Pimentel.
Nas cinco cidades da região, a construção das 250 unidades – 50 em cada - foi interrompida no último trimestre de 2015. A Marma Construtora comunicou o encerramento das atividades aos prefeitos e, desde então, os responsáveis não foram mais localizados. Em razão do abandono, a maioria das casas, que começaram ser erguidas na gestão anterior, está sendo depredada.
O gerente do escritório regional da Cohapar em Cornélio Procópio, Tadeu Goulart Filho, disse que a retomada das obras nos respectivos municípios está associada ao descredenciamento da Marma Construtora pela instituição financeira. "Já existe outra empresa apta para concluir as obras, porém, para isso é necessário o descredenciamento da Marma pelo Cobansa. Todas as medidas estão sendo tomadas pela Cohapar para que tudo seja resolvido o mais breve possível", garantiu Goulart Filho.
Os responsáveis pela Marma Construtora foram procurados pela reportagem para comentar a suspensão na execução das obras, mas não foram localizados. Cada município foi contemplado com 50 moradias, e como contrapartida doou o terreno e toda infraestrutura de água e esgoto.
As unidades da modalidade Sub 50 atendem municípios com menos de 50 mil habitantes. Os investimentos no projeto chegam a R$ 1,5 milhão para o atendimento de famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.

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