Debates políticos na TV podem parecer enfadonhos e repetitivos, devido à prática dos costumeiros ataques entre um e outro candidato. Porém, no caso das eleições de agora, quando entre as escolhas que o eleitor terá que fazer nas urnas consta a do futuro Presidente da República, assistir ao confronto direto dos oponentes torna-se quase um programa indispensável na vida de milhares de brasileiros.
Pois esta é a forma que temos de conhecer os candidatos à presidência. Sabemos, de registros do passado, algumas virtudes e consideráveis pecados cometidos por alguns deles. E pelas amarrações políticas, visando mais tempo no horário eleitoral gratuito e apoios que consideram fundamentais, também assumimos a condição de avaliar se este ou aquele candidato será conveniente para governar o País.
Mas o debate na TV é a prova de fogo dos candidatos. Provocações podem irritar, mas evidenciam o preparo do provocado para responder sobre situações diversas e escancara, o que é mais importante, se ele tem conhecimento do tema a que está sendo obrigado a falar.
Um dos primeiros debates entre Luís Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, Anthony Garotinho e José Serra estampou essa situação. Avaliações são de consenso que o candidato do presidente Fernando Henrique Cardoso, José Serra, instabilizado nas mais recentes pesquisas funcionou como tufão. Tentou desestabilizar adversários, mas não se deu bem e quase sempre levou a pior. Lula e Ciro, também de acordo com o consenso, se mostraram mais confiáveis devido a uma postura oposta a de Serra. Garotinho coadjuvou.
Outros debates virão e este primeiro mostrado nacionalmente ainda é muito pouco para gerar conclusões. Entretanto, o que se deve ter em mente é que todas as oportunidades possíveis de colher subsídios sobre os candidatos que temos para o Palácio do Planalto devem ser aproveitadas.
Dessa forma, o eleitor poderá trabalhar o seu próprio currículo daqueles que pleiteiam a vaga. E não haverá, nesse documento avaliativo, somente os que seus assessores informam.

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