O avanço da exploração de carvão mineral na região ocorreu durante as duas guerras mundiais. A necessidade do combustível provocou a proliferação das empresas para exploração das minas de carvão. Na década de 40 o município chegou a abrigar cinco empresas carboníferas. A Usina Termelétrica de Figueira foi inaugurada em 1963 com investimentos do governo federal. A unidade abriga duas caldeiras e dois turbo-geradores com capacidade para produzir até 10 megawatts cada.
Conforme o diretor-regional da Cambuí Carbonífera, Nilo Schneider, durante todo o processo de repotenciação, com a abertura da mina e a adequação da nova unidade, podem ser gerados mais de 600 empregos. Mas depois de concluída toda a obra, o número de postos de trabalho será nivelado aos mesmos padrões atuais. No auge da exploração, cerca de 1,2 mil pessoas chegaram a trabalhar na mina. Atualmente, trabalham cerca de 250, mas o número deve ser reduzido para 160 com a construção da nova mina.
A tecnologia empregada vai evitar a exposição de trabalhadores aos riscos. Schneider explica que todo o trabalho de perfuração é feito com máquinas, sem a utilização de explosivos. A capacidade da mina atual é de sete mil toneladas por mês. Estima-se que a nova unidade, com 350 metros de profundidade, tenha possibilidade de produzir até 35 mil toneladas de carvão por mês. De acordo com o diretor da Cambuí, a mina vai custar aproximadamente R$ 35 milhões.
Atualmente, a Utelfa gera 60 empregos diretos. No início da produção a usina chegou a empregar 180 funcionários. De acordo com Schneider, a repotenciação deve proporcionar mais 60 postos no setor de operação da usina. A Cambuí é responsável pelo gerenciamento e operação da Utelfa, atrevés de um contrato de terceirização junto à Copel.
De acordo com o coordenador técnico da Copel, José Danilo Tavares, a exploração da nova mina na região de Sapopema deve ser realizado através da empresa Carbocampel (formada com 51% das ações da Carbonífera Cambuí e 49% de ações da Copel). A Carbocampel seria criada com investimentos das duas empresas para realizar a exploração da jazida de carvão mineral, identificada pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), em 1983.
Tavares explica que os projetos de reponteciação e exploração da mina em Sapopema são independentes, mas que a execução é integrada porque a viabilidade de exploração da mina está atrelada ao potencial de geração de energia da Utelfa. ‘‘Mesmo que o carvão mineral seja comercializado com outras empresas, a exploração só se justifica pela geração de energia local’’, disse. (B.T.)

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