Novo município seria conveniente também para São Jerônimo
Pelos 1.800 eleitores, são mais de quatro mil habitantes urbanos e rurais na área distrital de 13 mil alqueires, calcula Dirceu Scerbo, cafeicultor e morador desde 1991, filho do pioneiro Francisco Scerbo, que chegou em 1961.
Segundo Dirceu, a emancipação de Terra Nova convém à realidade econômica de São Jerônimo da Serra, incapaz de gerar receita para as necessidades de infraestrutura em toda a área, ainda uma das maiores no Estado e com topografia acidentada. Dividida em três municípios (um terceiro abrangeria o setor norte), as dotações do Fundo de Participação (FPM), ainda que pelos índices mais baixos, totalizariam duas ou três vezes o valor correspondente a um só município atualmente, segundo Dirceu.
São Jerônimo tem 823,7 quilômetros quadrados e 11,3 mil habitantes, orçamento de R$ 15,5 milhões, mais da metade correspondente ao FPM. Conforme o IBGE e o Ipardes, em 2009 as transferências da União somaram R$ 8,9 milhões e as do Estado, R$ 3,2 milhões; receita tributária municipal: R$ 471,8 mil.
José Luiz Custódio, o Zeca Custódio, chefe do setor de tributação, observa que são mais de três mil quilômetros de estradas e conservá-las é muito caro; o município faz parcerias com o Estado, pelo qual o DER fornece apenas as vigas pré-moldadas para a construção de pontes de concreto. Na Estrada de Terra Nova, por exemplo, uma está em uso e outra em construção. Outra contribuição minoritária em parceria é da Klabin de Papel e Celulose, na manutenção das estradas atingindo propriedades com eucaliptos, interesse da indústria.
E o Ministério do Turismo está concedendo R$ 205,7 mil para custear a pavimentação de 6.215 metros quadrados com pedras irregulares em Terra Nova, serviço atrasado, porque as parcelas de dinheiro ainda não foram liberadas. (W.S.)





