Ibaiti - Certeza das pesquisas de Eusébio no Paraná, o carvão ainda é explorado. Já em 1977, a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM) chegou à jazida de urânio em Sapopema, certificada em 1979 com a abertura do poço de 126 metros. Em aproximadamente três quilômetros quadrados no sopé da Serra Grande, 70% do urânio está no arenito e 30% no carvão; nos dois casos associa-se um porcentual de molibdênio, mineral apropriado à produção de aços de elevada resistência.

Dos 89 milhões de toneladas de carvão estimadas no Paraná, 25 milhões estão em Figueira e 42 milhões em Sapopema, jazidas interligadas. Em Sapopema, a fração da melhor qualidade se presta ao coque (tipo de carvão de alto rendimento) para os altos-fornos. Esta análise leva em conta apenas os carvões nacionais (inferiores aos especificados no exterior). Está a 350-400 metros de profundidade, mas a exploração permitiria maior aproveitamento (74%) e a extração simultânea com o urânio e o molibdênio.

Em Figueira, a extração se faz no máximo a 140 metros, mas com aproveitamento inferior, 64% (sobram 36% de rejeitos). A camada média em Figueira é de 70 centímetros, inferior à de Sapopema, 1,20 metro. (W.S.)

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