Novas empresas vão gerar 700 empregos
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quinta-feira, 06 de dezembro de 2001
Marcos André Brito<br>De Arapoti - Especial para a Folha 
O Departamento de Indústria, Comércio e Turismo de Arapoti está comemorando a instalação de cinco novos empreendimentos na cidade neste final de ano, e outros dois no primeiro semestre de 2002. As empresas New Látex (artefatos de látex) e Fibermed Produtos Hospitalares já estão construindo barracões para começar a produzir ainda este ano. Outra empresa que já iniciou os serviços de terraplanagem é a Pantanal, que irá construir um dos maiores complexos de secadores de grãos do Norte Pioneiro.
A prefeitura anunciou ainda a instalação da Reflorested Wood, empresa que deverá atuar na exportação de madeiras para o Canadá, Estados Unidos e Europa. Também a Fusor Usinagem já está produzindo torneiras. Os empreendimentos representam a geração de cerca de 700 empregos diretos e um aumento de aproximadamente 25% na arrecadação de impostos no município.
Segundo o prefeito Emiliano Carneiro Kluppel (PSB), o primeiro ano da sua administração superou uma série de problemas e pôde comemorar conquistas importantes. A instalação destas empresas integra o programa de melhoria das condições de vida da população, proposto pelo prefeito e demonstra que os empresários acreditaram no município e nos seus programas. ''Embora a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tenha reduzido os incentivos que anteriormente o município proporcionava aos empresários, nosso programa de geração de empregos e instalação de indústrias corresponde plenamente'', disse Kluppel.
Conforme o prefeito, a LRF permitiu um equilíbrio entre os municípios, na questão de incentivos à industrialização. Atualmente, a igualdade de condições faz com que os empresários analisem outros aspectos importantes e necessários para instalar seu empreendimento. ''Hoje, os prefeitos já não arriscam para proporcionar um incremento na instalação de indústrias. O preço pago pela população era muito alto e às vezes não compensava. Estamos todos no mesmo nível e esta concorrência é muito saudável e necessária'', destacou.
A Prefeitura de Arapoti tem incentivado a industrialização, criando mecanismos que proporcionam segurança e mão-de-obra especializada aos empresários. Desde o início do ano, foram firmados convênios para cursos profissionalizantes com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Centenas de trabalhadores procuraram os órgãos para estudar e se aperfeiçoar.
A instalação da Faculdade de Arapoti também foi fator decisivo. Os cursos de Administração Geral, Rural e Gestão de Informação e Pedagogia permitem a qualificação de futuros empresários e trabalhadores.
Para o diretor do Departamento de Indústria e Comércio e Turismo, Elias Paschoal Nunes, o processo de desenvolvimento industrial de Arapoti passa necessariamente pela credibilidade que os empresários encontram no município. As ações comunitárias desenvolvidas pela prefeitura atendem a expectativa da população, que tem papel fundamental neste processo.
Para o próximo ano, conforme o Nunes, Arapoti deverá contar com um dos mais modernos frigoríficos para abate de suínos do interior do País. Serão abatidos mil animais por dia e gerados cerca de 250 empregos diretos.
Outro projeto que deverá modificar o perfil agropecuário e econômico de Arapoti está sendo desenvolvido por produtores de leite. Atualmente, toda a produção leiteira é entregue a laticínios de Carambeí (20 km ao norte de Ponta Grossa). A partir de 2002, produtores de leite deverão construir um laticínio próprio para industrializar toda a produção.
A bacia leiteira de Arapoti é considerada uma das mais importantes do Paraná e a partir do processo de industrialização os lucros serão maiores e dezenas de empregos também serão gerados. ''Não é justo que a nossa bacia leiteira seja industrializada em outro município. Temos que criar condições para exportar daqui, aquilo que produzimos em alta escala e com um processo altamente qualificado'', disse Nunes. ''Faltava apenas o laticínio e os produtores já sabem disto. Agora estão se organizando para efetivamente processar e industrializar a produção de leite, como fazem os europeus, nas proximidades de suas propriedades.''


