Norte Pioneiro precisa melhorar renda
O Norte Pioneiro passa por uma fase de transformação que poderá mudar por completo o panorama econômico da região. A mudança é embrionária, mas muito promissora, segundo levantamento feito pela FOLHA.
Para os mais descrentes, a análise pode parecer utópica uma vez que a região tem o menor Produto Interno Bruto (PIB) em termos percentuais no Paraná e tem como principal característica a alta concentração de renda. A maior parte da riqueza gerada em todos os segmentos fica nas mãos do setor produtivo, cabendo ao trabalhador apenas uma pequena parte do bolo.
A mudança vislumbrada consiste, em sua essência, em passar de uma economia que há décadas teve por base a agricultura para a criação de um polo tecnológico, a exemplo do que já aconteceu com outras cidades do País.
Para alcançar este objetivo, segundo estudiosos, a região precisa adotar um projeto de desenvolvimento com melhor distribuição de renda, o que passa necessariamente por uma melhor qualificação da mão de obra, com um grande contingente formado por trabalhadores rurais e ocupado apenas uma parte do ano.
A ideia de que toda a economia regional gira em torno do setor primário ainda prevalece, mas não é real. Hoje o setor de serviços é o que mais contribui para a formação do PIB da região, com 59% de participação, seguido da agropecuária com 24% e a indústria com 17%. Mesmo assim, parte do avanço em outros setores está associada à produção no campo. ''A agropecuária, além da etapa primária, tem um efeito muito grande sobre a indústria, serviços e a revenda de insumos para a agricultura'', afirma o diretor de pesquisas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Júlio Suzuki. (E.A.)





