Empreender é uma das coisas que o brasileiro mais gosta de fazer. Pesquisas comprovam que dentre 54 nações estudadas no período de 10 anos, o Brasil lidera as estatísticas. No Paraná, Curitiba foi a cidade que mais criou empresas em 2011, com 13.723 empresas abertas. Seguida de Maringá com 3.892 novas empresas e de Londrina com 3.686. No Norte Pioneiro do Paraná, a agência regional da Junta Comercial de Santo Antônio da Platina obtém destaque com a abertura de 1.037 empresas, permanecendo em 10º lugar no ranking estadual, mostra o relatório da Junta Comercial do Paraná (Jucepar).
De acordo com o presidente da Jucepar, Ardisson Nain Akel, a agência regional de Santo Antônio da Platina é referencial para o Norte Pioneiro e essa não é a primeira vez que se destaca junto às cidades de maiores portes. ''Essa estatística é significativa. Mostra que há vitalidade na economia da região'', afirma. Ele explica não há como identificar quantas empresas foram instaladas em cada uma das cidades do Norte Pioneiro porque a abertura delas é livre dentro do Estado, independente da cidade onde será constituída. ''A legislação no Paraná permite isso'', diz.
Akel comenta que o número de fechamentos de empresas está bem abaixo da média de aberturas. ''Tivemos 517 empresas extintas no período e para cada empresa fechada temos duas abertas. É um saldo positivo'', afirma. ''Existem municípios no Estado que superam esse índice de fechamento'', diz ele.
Ele informa que em 2012 novos escritórios da Jucepar serão abertos para facilitar cada vez mais a vida do empresário no interior. ''A próxima cidade contemplada no Norte Pioneiro será a de Jacarezinho'', avisa.
Sebrae
Para o consultor do Sebrae Jacarezinho, Roberto Janz, de uma forma geral todas as cidades do Norte Pioneiro apresentam crescimento na abertura de empresas. De acordo com ele, os segmentos de prestação de serviço e comércio são os setores que mais crescem .
Ele também concorda que o índice de fechamento das empresas têm diminuído no decorrer dos últimos anos. ''As micro e pequenas empresas conseguiram melhorar sua sobrevida. Estudo do Sebrae-SP aponta que 58% das empresas de pequeno porte fecham suas portas antes de completar cinco anos. Apesar de ser um índice alto, comparado ao ano 2000, houve uma queda elevada. Naquele ano, a taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas chegava a 71%'', afirma.
Janz explica que para abrir uma empresa é importante o conhecimento do negócio que pretende atuar. ''Definido qual é a atividade a iniciar, a busca por informações sobre este negócio atrelada a um planejamento estratégico é essencial'', define, alegando que seguir a risco o que foi planejado e a dedicação do empresário ao negócio são fatores fundamentais para o sucesso do empreendimento.Saber quem serão os potenciais clientes, fornecedores e principalmente os concorrentes também é uma outra recomendação válida.

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