No anonimato, devoto garante a construção
A ideia de se construir um santuário em homenagem a São Miguel Arcanjo, em Bandeirantes, nasceu de uma forma no mínimo curiosa. A história começa, na realidade, em Ibaiti, a 100 quilômetros de distância. O padre Roberto Morais de Medeiros era o responsável por uma paróquia na periferia da cidade e nesta época já era devoto do anjo.
Há pouco mais de dois anos, o então bispo de Jacarezinho, dom Fernando José Penteado, transferiu o padre Roberto para uma capela que viria a se tornar paróquia em Bandeirantes.
Do ponto onde está a paróquia, é possível observar um monte alto que fica perto do trevo na saída para Londrina. ''Eu olhei para aquele monte e vi uma igreja dedicada a São Miguel Arcanjo'', afirma o padre, que passou a definir o lugar como ''monte sagrado''.
Em Bandeirantes, ele resolveu celebrar uma missa para o santo toda quinta feira. O número de fiéis aumentou de maneira considerável e a paróquia ficou pequena para tanta gente.
Outro dia, o padre providenciou um barracão onde funcionava uma fábrica de chocolates para celebrar uma missa e o espaço também foi pequeno para acolher os fiéis que vieram de diversas cidades da região.
Nesta celebração, centenas de pessoas ficaram do lado de fora. Na hora do ofertório, o padre pediu a Deus que gostaria de arrumar um novo barracão do mesmo tamanho ou maior para acolher os fiéis.
No dia seguinte, sem aviso prévio, duas pessoas apareceram na casa paroquial para conversar com o sacerdote. Um deles lembrou o que o padre havia dito no dia anterior e disse que estava disposto a construir, não um novo barracão, mas sim uma igreja em homenagem ao santo.
O benfeitor que procurou o padre naquela manhã também indicou o lugar onde gostaria que a obra fosse edificada: era exatamente o mesmo local que havia despertado tanto a atenção do padre. ''Eu desabei a chorar quando ele falou que aquele era o melhor lugar para se construir uma igreja em Bandeirantes porque foi ali que o Senhor mostrou onde a igreja deveria ser construída'', afirma.
Apesar das circunstâncias, o padre Roberto diz que não acredita em coincidências, mas na providência divina. Segundo ele, não cai uma folha de uma árvore sem que Deus queira.
Pouco tempo depois, a construção foi autorizada pela Diocese de Jacarezinho. A pessoa que viabilizou a obra prefere se manter no anonimato. ''Deus coloca homens de boa fé que ajudam nestas obras; e como esta pessoa é muito devota de São Miguel Arcanjo, conciliou a ideia, a devoção e a força de vontade'', afirma o padre. O valor investido no empreendimento não é divulgado.(E.A.)





