Nem a chuva que caiu em alguns dias do mês passado impediu o produtor Mário Yocisuke Sato de ir aos pomares para colher laranja, mesmo com as árvores ainda molhadas. ''A gente tem que colher quando tem um pedido, se não fica para trás'', justifica.
Sato colhe em média 120 a 150 caixas de laranja por dia, ''dependendo do dia''. O trabalho é feito por ele e outras pessoas da família. Segundo o produtor, está difícil encontrar mão de obra para a colheita porque a maioria dos trabalhadores rurais está ocupada nas lavouras de café.
Ele trabalha com citricultura há 12 anos e diz que o mercado atualmente está bom para a laranja de mesa, mas reclama do atual preço do produto praticado pela cooperativa: R$ 5,00 a caixa com 25 quilos. Para ele, o ideal seria ao menos R$ 7,00.
Sato está descontente também com algumas variedades que não produziram de acordo com o esperado. Por isso, precisou erradicar dois alqueires de pomares já formados. Agora, ele vai fazer o replantio com variedades mais ''rentáveis''. São seis alqueires no total.
Além de laranja, ele produz café e está começando também a produção de goiabas.
O presidente da Cooperativa Nova Citrus Heriberto Bezerra de Melo concorda com os baixos preços obtidos pela fruta no mercado atualmente. Segundo ele, a safra da cultivar pêra rio que está sendo colhida aumentou a oferta da fruta. Além disso, ele destaca a entrada no mercado de produtores da fruta para a indústria que estão sem contrato de venda com uma empresa da região que enfrenta problemas administrativos. (E.A.)

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