'Não adianta mudar o currículo, tem de mudar a estrutura'
Jacarezinho - Para o diretor geral do Campus Jacarezinho, Rodolfo Fiorucci, a educação no Brasil precisa de uma reforma estrutural, e as mudanças necessárias vão desde a infraestrutura e o currículo à qualidade da formação dos professores. Ele lembra que isso demanda investimento.
"Trouxemos um modelo que funciona e dá resultados. Esse resultado é acessível a todos (cerca de 80% das vagas são voltadas a cotas sociais)", disse e acrescentou: "Várias vezes ouvi dizer que não é referência, não pelo ensino, mas pelo custo do ensino de qualidade. Isso me incomoda. Deveria ser referência. O que se investe no instituto deveria ser em toda a educação. Se há problema de financiamento, deveria ir a todas as casas discutir que país queremos."
O Campus Jacarezinho é um das mais de 600 unidades de institutos, que são financiadas pelo governo federal. A maior parte do ensino médio, no entanto, é de responsabilidade dos estados. Atualmente, o ensino médio concentra 8 milhões de alunos. O custo anual de um estudante do ensino médio é, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), R$ 6.021.
"Todos os países referenciados pela MP, Coreia, França, passaram por um investimento brutal em educação pública durante décadas", destacou o diretor- geral do Campus Jacarezinho. "Pela MP, estamos fazendo uma reforma do ensino sem mudar nada mais que o currículo. Houve várias mudanças de currículo e elas não causaram revolução na educação brasileira. Não adianta mudar o currículo, tem de mudar a estrutura", defendeu.
Em sua avaliação, o reitor Odacir Zanatta mostrou-se satisfeito com as boas impressões deixadas aos parlamentares pelos professores Rafael Galvão e Rodolfo Fiorucci durante a exposição do método adotado pelo campus.
PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), o país terá que investir pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Ministério da Educação (MEC), o investimento, que em 2014 chegou ao equivalente a 6% do PIB, caiu em 2015 para 5,3%.
Na divulgação do balanço bienal do PNE, a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que a crise fiscal atrapalhou o cumprimento do plano. "Sem recursos, não é possível melhorar a educação, mas dinheiro também não cai do céu, todos sabemos disso", disse. De acordo com a pasta, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2017, R$ 138,97 bilhões são destinados à educação, um crescimento de 7%, "o que mostra a prioridade com a área".(Agência Brasil com informações do IFPR de Jacarezinho)





