Municípios trabalham para evitar o pior
Andirá - Os municípios que tiveram os piores índices de incidência do mosquito da dengue no Norte Pioneiro entre 2012 e 2013 já estão se organizando para evitar surpresas no novo período epidemiológico, iniciado em agosto deste ano.
A secretária de Saúde de Andirá, cidade com o pior resultado (1.809,36), Cleusa Ferreira da Silva Guimarães, diz que assumiu o cargo em abril, quando, segundo ela, a situação já havia fugido ao controle. "Nosso maior problema era a falta de pessoal. Estávamos com nove agentes quando o ideal para a cidade é 15", reconhece.
Para solucionar o problema, a secretária cita que tem feito contratações emergenciais a cada 90 dias, porém avalia que a troca de funcionários com tanta constância não é o ideal, por isso já está sendo preparado um concurso público para a contatação efetiva de seis novos agentes. "É ruim ficar contratando e treinando e, quando está tudo encaminhado, precisamos contratar de novo. O concurso deve resolver isso, mas ainda estamos estudando como ele será feito nos próximos meses", diz.
A secretária avisa que para conscientizar a população trabalhos de orientação são realizados com frequência na cidade, e um mutirão foi realizado em agosto, sendo que outros estão previstos para o novo período epidemiológico. Ela afirma ainda que deve existir um trabalho conjunto entre os cidadãos e o poder público para que os números não voltem a surpreender Andirá.
A falta de agentes também é um dos motivos apontados por Itambaracá que teve problemas com a incidência do vetor, acumulando um índice de 1.331,56. "Não acredito que houve falhas no período passado, mas tínhamos três agentes e só há cerca de seis meses conseguimos contratar mais um e agora temos um número suficiente para atender os domicílios locais", comenta Paulo Rafael Martins SantAna, supervisor de combate à dengue do município.
Ainda, de acordo com SantAna, é cedo para dizer se os trabalhos vão mesmo fazer o efeito desejado já que a dengue costuma "apertar" entre os meses de novembro e fevereiro, porém palestras em escolas e orientações com o uso de carro de som em bairros já estão sendo feitos, além de visitas periódicas aos imóveis residenciais e comerciais da cidade. "Outro fator é que no ano passado organizamos um mutirão, quando vimos que os números indicavam alta. Agora pretendemos nos organizar e já no mês que vem fazer um, além de outros durante este período epidemiológico", avisa.
Em São Sebastião da Amoreira, onde o índice foi de 973,46, a secretária de Saúde, Romilda de Fátima da Silva Ramalho, argumenta que um trabalho de visitação constante, além de orientação à população já vem sendo desenvolvido há algum tempo e isso deve continuar. "Com a dengue não se pode vacilar. Temos que ficar sempre em alerta. O índice foi alto no último período, no entanto, o trabalho está sendo bem feito, espero que a população possa contribuir cuidando bem dos seus quintais e terrenos".
A FOLHA tentou contato com o secretário de Saúde de Santo Antônio da Platina, Alexandre Levatti, mas a reportagem foi informada que ele estava viajando. O município teve a pior incidência da 19ª Regional, com 149,93. (V.F.)





