Municípios optam pela terceirização
Santo Antônio da Platina A prefeitura de Santo Antônio da Platina assumiu o serviço da iluminação pública há pouco mais de um ano. Em virtude dos custos para atender a população de 42,7 mil habitantes, o município optou pela terceirização da atividade, e hoje o serviço é executado por uma empresa com sede em Cambé (Norte).
O secretário municipal da Fazenda, Celso Dias de Oliveira, pondera que o repasse do serviço para uma empresa especializada deverá ser a medida mais comum da maioria das prefeituras da região. "Aqui no Norte Pioneiro, acredito que a terceirização seja mais viável porque prefeitura nenhuma tem condições de arcar com os gastos integralmente", alega.
Segundo ele, para atender bem a população, a empresa comprou veículos, contratou mão de obra e montou uma estrutura em uma casa na cidade, disponibilizando inclusive um serviço de atendimento ao consumidor.
Oliveira destaca que, com a mudança, o ônus do serviço para o município aumentou. "Não sei dizer para o consumidor final, mas para o município o gasto ficou maior porque além das taxas ainda temos que pagar os valores de manutenção. Se pagávamos em média R$ 68 por mês, hoje pagamos R$ 90", revela.
Cornélio Procópio, a maior cidade do Norte Pioneiro, com mais de 46,9 mil habitantes, municipalizou o serviço de luz há cerca de cinco anos. Segundo o chefe do setor de Manutenção dos Prédios Públicos, Israel Bandeira, a empresa vencedora da licitação é de outra cidade, mas também instalou uma subsede na cidade para atender a população. As principais ações da terceirizada são informadas ao poder público, que autoriza ou veta, por exemplo, a compra de novos equipamentos. "Não temos tido problemas porque a prefeitura fiscaliza tudo". Bandeira avalia que cada município vive uma realidade diferente e a municipalização tem que ser feita com calma. (V.F.)





