Município contribui com manutenção
Congonhinhas - Atualmente, o serviço de água é vinculado à Associação Comunitária Patrimônio Santa Maria do Rio do Peixe (criada em 2002), tantos os sócios quantos os domicílios abastecidos. E o Município contribui para a manutenção, com um funcionário e o controle de qualidade da água pela Secretaria de Saúde e Saneamento.
Concessionária em Congonhinhas, a Sanepar seria conveniente a Santa Maria. "Estamos trabalhando para ver se vai pra lá", segundo Fernando Rafael Camacho, chefe de gabinete da prefeitura. Já houve deficit no abastecimento em final de ano, quando a população aumenta, com a vinda de familiares que estão fora, e atualmente são construídas 17 moradias populares, disse Camacho. E o patrimônio não tem esgoto sanitário.
Mas o presidente da Associação Comunitária, Valdir Gonçalves, afirma ter constatado sabotagem num dos tanques na captação, e não escassez de água naquele final de ano. "O caboclo ia lá, de noite, arrancava o registro e jogava a água fora", segundo Valdir, referindo-se à pessoa motivada a denegrir o serviço.
Para construir o sistema, uma parcela dos moradores ofereceu o trabalho remunerado e cada usuário pagou um salário mínimo para cobrir as despesas e permitir uma reserva de manutenção. E se tornaram sócios, 250, segundo o relato de José dos Santos, tesoureiro do serviço.
Sem a avaliação do patrimônio, exclusivamente pela contribuição em salários mínimos, o capital dos usuários situa-se entre R$ 180 mil e R$ 228 mil em termos do valor vigente sancionado pelo governo federal (R$ 724,00) e grupo 2 (incluindo serviços e reparações) concedido pelo governo do Paraná (R$ R$ 882,59).
Mesmo com o serviço consolidado, a adesão continua a ser de um salário mínimo e as sobras são depositadas na conta da associação. Segundo Gonçalves, no início da construção, os deputados Gabriel Manoel e Homero Oguido doaram quantidades de tubos de PVC, únicas contribuições de fora da comunidade.
Embora sejam funcionários municipais, Santos (aposentado) e Gonçalves acham que o sistema pode continuar comunitário. A capacidade atual excede a necessidade e só atingiria o limite se o patrimônio tivesse 900 habitantes, calcula Valdir, baseado em medição do volume captado. (W.S.)





