Dos rurícolas que moravam nas barrancas do Ribeirão Grande 30 anos atrás, em Pinhalão, restam hoje cinco por cento, estima o ex-prefeito Aquiles Vanzelli, atribuindo o panorama à cheia mais recente do próprio curso d'água: o nível subiu tanto que inviabilizou a permanência, expulsando-os.

O ribeirão ainda está incluído na ação do Ministério Público que acompanha, desde 2006, adequações ao Código Florestal em Tomazina, Pinhalão e Jaboti, o ''triângulo mineiro'' regional, visando à proteção das águas.

Há os que mencionam rio Pinhalão, mas o nome na hidrografia estadual é Ribeirão Grande, por si uma classificação: menor que um rio, maior que um riacho. Sexto afluente na margem esquerda do Rio das Cinzas, nasce em Ibaiti, passa por Japira, Jaboti e Pinhalão, indo atingir Tomazina, onde tem a foz.

''Retomamos esse trabalho de recuperação e preservação, de evitar que se degrade hoje'', informa o promotor de Justiça da comarca de Tomazina, Anderson Osório Resende, relacionando, pelo menos, 150 proprietários chamados em inquérito civil e que aderiram ao termo de ajuste de conduta (TAC).

''Há dez anos era tenebroso, tinha criação de porcos às margens das águas'', segundo Resende. ''Hoje está bem razoável'', refere-se a Tomazina principalmente.

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