Um grupo de estudantes da Faculdade Norte Pioneiro (Fanorpi) poderá ingressar ainda hoje com uma ação no Ministério Público em Santo Antônio da Platina contra a mudança de horário para início das aulas no período noturno na instituição.
Na noite de segunda-feira, uma comissão de estudantes se reuniu para discutir o assunto quando decidiram pela entrada no MP com uma ação civil pública e coletiva. Ontem à noite, haveria a coleta de assinaturas entre os alunos que se sentiram mais prejudicados com a mudança.
O estudante de direito Alessandro da Silva, que mora em Siqueira Campos, disse que os integrantes da comissão vão ingressar com a ação independente do número de alunos que tenha aderido à manifestação.
A mudança de horário na Fanorpi aconteceu há duas semanas. Os estudantes foram informados no dia 18 que a mudança iria vigorar a partir do dia seguinte, o que realmente aconteceu. Antes, as aulas começavam às 19h30 e terminavam às 23h. (Em nossa edição anterior, houve a informação de que as aulas começavam às 19h, o que não está correto). Agora, no novo horário, as aulas começam às 18h30 e terminam às 22h.
A decisão prejudicou tanto os estudantes que moram em Santo Antônio da Platina e trabalham até o final da tarde quanto os estudantes que moram em outras cidades da região, algumas a 80 quilômetros de distância.
A maior dificuldade para os alunos de fora é que a maioria dos ônibus e vans que fazem o transporte seguem depois para outras faculdades em Jacarezinho e Ourinhos.
Desde que houve a mudança de horário, um grupo de estudantes tenta dialogar com os novos donos da faculdade, mas a negociação não tem avançado. O estudante Alessandro Silva diz que a faculdade propôs ministrar aulas aos sábados para os estudantes que se sentiram prejudicados, mas sem a garantia que as aulas seriam com os mesmos professores que lecionam durante a semana. ''Esta é uma proposta que nós definimos como indecorosa'', disse Silva.
Relações complicadas
Esta é a segunda vez este ano que os estudantes enfrentam problemas com a faculdade, que foi adquirida no final do ano passado pela União das Instituições de Ensino Superior Privada (Uniesp), que tem sede em São Paulo.
A primeira vez foi no final de janeiro quando a nova direção adotou uma tabela nacional corrigindo os valores das mensalidades que, em alguns casos, teriam sido reajustadas em mais de 100%.
A questão do reajuste, entretanto, ficou em segundo plano desde que houve a mudança de horário das aulas no período noturno.

Leia a reportagem completa em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

mockup