MP pede interdição de abatedouros
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quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Benedito Teles<br> Equipe da Folha 
Tomazina - O Promotor de Justiça, em Tomazina, Joel Carlos Beffa, ajuizou três ações civis pública no primeiro semestre em que solicita a interdição de três abatedouros nos municípios de Pinhalão, Jaboti e Tomazina. A medida visa impedir o abate de animais. Ele explica que os três abatedouros não apresentam as condições ambientais e de sanidade adequadas para o seu funcionamento. O abatedouro de Pinhalão foi interditado por meio de uma liminar e os outros municípios já foram notificados para a realização da defesa prévia.
A juíza da Comarca de Tomazina Suzana Massako Hirema Loureto de Oliveira, determinou a interdição do matadouro municipal de Pinhalão e multa de R$ 500 por dia em caso de descumprimento da liminar. A liminar também solicita a vistoria pelos agentes de sa© úde do município nos estabelecimentos responsáveis pela comercialização da carne para impedir a venda dos produtos.
O promotor afirma que os municípios de pequeno porte não têm recursos para a construção de um abatedouro, por isso, propõe que os municípios se integrem por meio de consórcios para viabilizar a construção de um matadouro regional. Beffa afirma que a medida permitira a obtenção de recursos da esfera federal e diminuiria a despesa para a manutenção do abatedouro ''A medida estimula e obriga as administrações municipais a tomarem providências'', disse.
O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná, Tarciso Mossato, em Jacarezinho, confirmou as irregularidades. Ele explicou que os prédios foram construídos de acordo com normas ultrapassadas e estão irregulares. Mossato alerta que os três abatedouros não mantém o sistema de tratamento de resíduos e estão próximos a rios da região. O abatedouro de Pinhalão lança os detritos no Ribeirão Pinhalão, em Tomazina e em Jaboti os detritos são lançados em áreas próximas dos afluentes do Rio das Cinzas.
O prefeito de Pinhalão, José de Carvalho afirmou que os abatedouros dos municípios de Jaboti e Tomazina estão em condições semelhantes, mas não foram penalizados. Ele lamenta a interdição do local e informa que não havia irregularidades que comprometessem o funcionamento. ''As falhas poderiam ser resolvidas'', disse. Eram abatidos quatro animais de grande porte como bovinos por semana no matadouro e cerca de oito de médio porte como porcos.
Carvalho também sugere a criação de um consórcio intermunicipal e explica que vai tentar interpor um recurso para rever a decisão e obter um prazo de 90 à 120 dias para a elaboração e execução do projeto de construção do novo matadouro. Em Jaboti o matadouro está localizado no perímetro urbano e em Tomazina o abatedouro está localizado a dois quilômetros da cidade, mas despeja os detritos a céu aberto em uma área próxima a afluentes do Rio das Cinzas.


