Siqueira Campos - A costura industrial é uma das atividades que vem ganhando destaque no cenário econômico do Norte Pioneiro do Paraná. A produção, em Siqueira Campos, começou tímida em meados da década de 1990, foi tomando forma e hoje as indústrias locais detêm o processo produtivo de várias grifes como Richards, Lee, Wrangler, Cavalera, Okley, Aramis e tantas outras.
''As confecções instaladas na cidade empregam 1.800 colaboradores. O setor representa 25% do volume salarial do município e 15% da arrecadação'', afirma o secretário municipal da Indústria, Comércio e Planejamento, Cláudio Chomiski. Além do setor fabril, a economia local, conforme ele, é impulsionada também pelas áreas de metalmecânica e pelo agronegócio. ''Somos sede da ProTork a maior indústria de motopeças da América Latina que emprega mais de 2 mil colaboradores, o que corresponde a 30% da arrecadação global do município'', salienta.
Mas o início da costura industrial no município não foi fácil, lembra o secretário. As indústrias tinham em média 70 funcionários e não davam conta de toda a produção. Para sanar o problema uma escola de costura industrial precisou ser montada para qualificar mão de obra. ''O boom da confecção teve início em Siqueira Campos em 2005, com a instalação do centro de distribuição da Vanity Fair, que concentra a produção de todo o País para fazer a distribuição no Brasil e países da América do Sul. Nessa época 600 pessoas foram capacitadas para intensificar a produção que atualmente mantém três vezes mais funcionários'', conta.
Postos de trabalho
No agronegócio Chomiski acrescenta que as negociações são embasadas no abate mensal de mais de 2 milhões de aves. ''Devido a esse montante o próximo passo a ser dado é a implantação de um abatedouro de aves municipal'', prospecta. A cafeicultura e o laticínio também recebem incentivos. Os produtores locais contam com oito secadores comunitários para o café e com 26 resfriadores de leite, ambos para a melhora da produtividade e qualidade local.
A população economicamente ativa estimada do município, segundo o secretário, abrange 60% da população total - 13,4 mil pessoas. Destas, 8 mil estão empregadas, sendo 2 mil no ramo de metalmecânica, 1,8 mil no setor têxtil, 300 no alimentício e mais 300 trabalhadores em outras atividades industriais. ''Os setores de comércio e serviços empregam os demais'', diz. Ele estima que a cidade ainda tenha cerca de 1 mil pessoas que poderiam ser inseridas no mercado de trabalho, sendo 800 mulheres e 200 homens. ''Se houver demanda de fluxo migratório, a cidade está preparada com infraestrutura de mais de 2 mil lotes disponíveis. Se isso de fato acontecer, teremos que trabalhar pesado para gerar empregos. Hoje a equação fecha bem entre oferta e demanda de empregos'', avalia Chomiski.

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