Cornélio Procópio - Nesta semana os proprietários de postos de combustíveis de Cornélio Procópio devem apresentar ao Procon uma planilha com as notas fiscais de compra, os custos operacionais dos postos e justificar o preço pelo qual o combustível vem sendo comercializado na cidade. A média de R$ 3,15 é considerada a maior do Paraná e está 26% acima da média nacional. A denúncia foi publicada na última edição do caderno Folha Norte Pioneiro (12 de novembro) e resultou na tomada de medidas imediatas pelo executivo municipal.
O prefeito Fred Alves (PSC) afirmou que diante da situação abriu espaço para ampliar a concorrência entre os postos na cidade. "Temos hoje em Cornélio Procópio treze postos de combustíveis e mais um em construção. A cidade é um polo regional, recebe muitos estudantes de cidades próximas diariamente. Há espaço para mais estabelecimentos desse segmento, precisamos ampliar a concorrência para baixar os preços", declarou em visita à Redação da FOLHA, ontem.
Conforme o prefeito, haverá uma ampla divulgação da cidade para atrair mais pessoas interessadas em montar postos de combustíveis em Cornélio Procópio. De acordo com o Sindicombustíveis, para instalar um posto basta que o empresário siga as normas regulamentadas pela legislação federal, estadual e municipal. Apesar do interesse em atrair novas empresas Fred afirma não saber quantos novos estabelecimentos serão instalados.
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgou nesta semana o levantamento de preços de combustíveis, realizado entre os dias 9 e 15 de novembro, em 31 municípios do Paraná. Novamente Cornélio Procópio aparece com a gasolina mais cara do Estado, com a média de R$ 3,19 por litro, valor 1,3% superior ao registrado na semana passada, que era de R$ 3,15. A alta se dá pela atualização dos preços após o aumento do preço dos combustíveis, ocorrida em todo o País. Os preços na cidade variam entre R$ 3,04 e R$ 3,25.
Em uma licitação realizada no último mês de agosto o prefeito afirma que comprou combustível para a prefeitura a um preço muito inferior ao que está sendo praticado atualmente pelos postos. "Quem ganhou a licitação foram empresas que atuam no município", destaca. Na licitação, o valor comercializado pelo litro da gasolina é de R$ 2,66, o litro do álcool foi estipulado em R$ 1,75 e o diesel foi cotado a R$ 2,28. "Queremos saber o motivo dos empresários conseguirem vender o combustível a este preço para a prefeitura, mas cobrarem tão caro dos outros consumidores", questiona. Ele não descarta a possibilidade dos empresários terem estipulado um preço. "Suspeitamos da existência de cartel", complementa.
Após a reunião com o Procon e a comunicação oficial da situação ao Ministério Público, que deve ser feita na próxima semana, o prefeito acredita que o preço do combustível reduzirá naturalmente na cidade. "Não vamos definir a que preço o combustível deve ser vendido, mas o aceitável é que o valor esteja dentro da média praticada no Estado", conclui. (Colaborou Rubia Pimenta)

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