Os dados registrados na Mineropar (Minérios do Paraná S/A) revelam que as reservas das minas de Ibaiti, avaliadas entre as décadas de 30 e 50, estavam estimadas em 150 mil toneladas. O geólogo e funcionário da Mineropar, Luiz Tadeu Cava, explica que a jazida compõe o campo carbonífero do rio do Peixe, que juntamente com o campo carbonífero de Tibagi formavam na época as reservas de carvão mineral do Estado.
O campo carbonífero do rio de Peixe ainda é explorado através das minas de Figueira. Cava diz que no período da Segunda Guerra Mundial a escassez de petróleo motivou a exploração do carvão. Neste período pequenas empresas eram responsáveis pela descoberta, extração e comercialização do mineral.
O geólogo cita as minas de Siqueira Campos e de Figueira como exemplos de cidades formadas através deste ciclo. ‘‘O Brasil precisava de carvão, por isso, as jazidas descobertas na década de 30 foram exploradas na década de 40’’, explicou.
A mina velha em Ibaiti era um depósito pequeno, com uma jazida de mil metros metros de altura e novecentos metros de largura e uma única camada de carvão. Segundo o geólogo, a espessura máxima era de 65 centímetros, com uma média de 40 centímetros. As maiores espessuras eram localizadas na região central.
A localização das rochas acima da camada de carvão variavam de zero a 70 metros. As análises realizadas na época apontavam um carvão antracito com baixo teor de matéria volátil com a utilização principal como elemento filtrante. Cava descarta esta utilização porque o carvão ibaitiense apresentava também alto teor de enxofre, na forma de pirila, o que inviabilizaria esta aplicação. ‘‘A jazida está praticamente intacta. O volume, devido ao período de extração curto e a qualidade, foi pequeno’’, afirmou.
Cava diz que a descoberta das minas em Figueira, com maior qualidade e em maior volume, inviabilizaram a exploração em Ibaiti. ‘‘O ciclo foi curto e a descoberta de novas áreas impediu que a exploração continuasse’’. (B.T.)

mockup