Bandeirantes - Ir a uma Agência do Trabalhador, seja para procurar um emprego ou se matricular em um curso de capacitação, sem precisar de se deslocar para outra cidade não é privilégio de todos no Norte Pioneiro. Das 49 cidades da região, apenas 24 têm uma unidade destinada aos trabalhadores. Em todo o Paraná são 220 agências.
Em Bandeirantes são seis funcionários para realizar serviços como intermediação de mão de obra, atendimento para gerar carteira de trabalho e dar entrada ao seguro-desemprego. A média de atendimentos é de 60 pessoas por dia.
Conforme a gerente da agência, Patrícia Regina Franco de Camargo Penteado, atualmente são oferecidas cerca de 250 vagas. Ele informou que cerca de 60% são de serviços relacionados à agricultura, sobretudo com relação ao corte de cana. Os demais 40% são para os setores de indústria e o comércio.
Com relação aos cursos oferecidos, Patrícia informou que estão previstas 11 opções, como pedreiro, pintor, azulejista, eletricista predial, industrial e de automóveis. As inscrições para para os treinamentos que ocorrerão no primeiro semestre já estão encerradas. "A expectativa é que na sequência do ano implantemos ainda mais cursos." Quanto à escolha dos cursos, ela esclarece que são levados em conta as necessidades regionais.

Parcerias
Em Cornélio Procópio o atendimento se estende não só aos munícipes, mas a cidadãos de cidades vizinhas. Ao todo são nove funcionários e o gerente da Agência, Claudemir da Silva Ferreira, reconhece que esse o atendimento variado gera um aumento do serviço, mesmo assim ele vê pontos positivos. "Apesar do trabalho maior, isso é bom para a cidade, porque o trabalhador, mesmo de outra cidade, acaba gastando o dinheiro que recebe no comércio daqui", aponta.
A agência recebe em média 120 pessoas todos os dias No balanço referente ao mês de fevereiro foram registrados 2.395 atendimentos. O gerente diz que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro e fevereiro aponta 1.013 admissões e 996 desligamentos, um saldo positivo de 17 vagas geradas. "Em média 40% dos desligamentos são de municípios vizinhos e ainda sim apresentamos números positivos", comemora.
Para fomentar a capacitação dos trabalhadores de Cornélio, Ferreira comenta que são constantemente firmadas parcerias com instituições como o Senai e o Senac, além de conversas diretas com empresas. O ramo de metal-mecânica costuma dominar o número de vagas. A Agência mantém uma média de 40 vagas abertas todo mês, das quais 20% correspondem ao setor.

Outras localidades
Em Santo Antônio da Platina, os números, conforme o gerente Marceliano Aparecido Moreira, costumam ser positivos no que se refere a trabalhadores locais. "O problema é que atendemos o seguro-desemprego de 10 ou mais municípios da região", revela, apontando que no ano passado foram 102 vagas captadas, 716 contratações e 2.384 demissões atendidas devido justamente a essa demanda de outras localidades.
Outro problema é o município conta com apenas dois funcionários para realizar o atendimento de aproximadamente 110 pessoas por dia. "O ideal é que tivéssemos ao menos mais três", diz.
A secretária de Gestão de Santo Antônio da Platina, Silvana Domingues, explica que um edital de convocação já foi preparado e até o dia 15 de abril um novo funcionário deve ser efetivado. Está previsto ainda o retorno de uma estagiária de um período de férias, além de um teste seletivo programado para ocorrer até o dia 7 para contratar mais um estagiário. "Com isso a agência passará a ter cinco funcionários, o que acreditamos ser suficiente", diz.

Imagem ilustrativa da imagem Metade dos municípios não tem Agência do Trabalhador



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