Apesar de uma lei federal que determina que 3% das vagas das empresas com mais de 100 funcionários devem ser destinadas a portadores de deficiência, apenas 1% consegue efetivamente entrar no mercado de trabalho através desse incentivo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Tema da redação deste ano no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), a dificuldade que os surdos ainda encontram para se inserirem no mercado de trabalho e até nos estudos abriu o debate sobre o assunto.
A Libras (Língua Brasileira de Sinais) é considerada o segundo idioma oficial do Brasil por lei. Mas pouca gente realmente sabe disso, e muito menos se expressar por meio dela, como é o caso de Natália Ranuci.
Apesar disso, a jovem surda consegue fazer leitura labial, mas mesmo assim, ela ainda deixa de ter acesso a muitas conversas e até lugares. No entanto, com o tempo, ela tem mostrado que a inclusão, um direito seu garantido por lei, só está sendo alcançado por conta da sua persistência e força de vontade. Definitivamente ela deixou seus obstáculos menores e mantém firme sua meta: quer trabalhar com fotografia depois que terminar o curso, no ano que vem. Se possível montar seu próprio estúdio. (L.G.B.)

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