A falta de delegados na região tem provocado polêmica. Quatorze delegacias são vinculadas às regionais e não têm delegados. A delegacia é coordenada à distância por delegados das unidades regionais e mantém assistentes de segurança ou somente investigadores.

O assistente de segurança Rubens Gonçalves, há um ano em Guapirama, disse que a mudança diminuiu a responsabilidade dos assistentes. Ele explica que a função de presidir o inquérito e fazer o flagrante são específicas do delegado responsável pelo setor. Gonçalves adverte que a segurança da comunidade não foi comprometida e que o trabalho continua o mesmo. ''Na prática, não ocorreram mudanças significativas porque os procedimentos são os mesmos, porém com a autorização do delegado'', enfatizou.

Para o farmacêutico Guido Pereira de Souza, de Conselheiro Mairinck, é necessário um delegado em cada cidade. Ele diz que sem a presença física de um delegado a cidade fica desguarnecida.

Segundo o empresário Ademir Lopes, de Quatiguá, a ausência de delegado não prejudica a segurança do município. Ele afirma que o número de ocorrências é muito pequeno e que a mudança na organização da Polícia Civil não provocou transtornos. ''Somente em centros maiores a manutenção de delegados é fundamental'', comentou.

O bancário Ermindo Augusto de Oliveira Neto, de Jaboti, disse que não percebeu nenhuma alteração na segurança do município. Ele adiantou que os responsáveis pela delegacia estão realizando o trabalho necessário sem inviabilizar o atendimento à população. ''Apesar da falta de delegado não temos problemas. O assistente de segurança tem desempenhado a função sem dificuldade''.

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