Más-condições nos dois lados do Paranapanema
A sinalização urbana em Palmital (21,1 mil habitantes), que tem no principal acesso palmeiras juçara ostentando enormes palmitos, e Andirá (20,6 mil habitantes) revelam uma integração, ao indicarem com destaque as saídas de uma cidade para outra. Entretanto, as rodovias estão defeituosas, nas duas margens do Paranapanema, em face do tráfego pesado que se desvia dos pedágios.
No lado paulista, a SP-375 tem apenas cinco ou seis quilômetros em melhores condições, alternados com pedaços de pista afundada, em alguns pontos desgastada e esburacada, nos quais o acostamento desapareceu. Por ali existe também, em período de safra, a sobrecarga de caminhões transportando cana-de-açúcar.
Construído durante o governo Álvaro Dias (1991-1996), o trecho da PR-092 Andirá-Porto Leopoldino (Rio Paranapanema), em Andirá, não tem acostamento, está muito deteriorado em alguns pontos, por vezes com afundamentos na pista. Assemelha-se à SP-375. Só não está pior do que o trecho de quatro quilômetros da PR-517 que completa a ligação Palmital-Andirá na BR-369. ''Está esfarelando, daqui a pouco desaparece'', avalia um motorista de caminhão, ao informar um colega.
Para 2.335 quilômetros pedagiados, o Paraná tem cerca de 9.500 livres, mantidos pelo Estado. Com 6.200 quilômetros de rodovias pedagiadas, o Estado de São Paulo tem 15,7 mil quilômetros livres, dos quais cerca de 10 mil estão em más-condições, segundo o mais recente acompanhamento do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado (Setcesp). (W.S.)





